Uma motoniveladora, com valor de aquisição de R$ 800 mil, possui vida útil de 10 anos com um trabalho de 2000 horas por ano. Se seu valor residual ao final de sua vida útil é 20% de seu valor inicial de compra (V0), a depreciação horária linear dessa motoniveladora é:
- A)R$ 32,00;
Correta, porque a depreciação total de R$ 640 mil, dividida por 20.000 horas, resulta em R$ 32,00 por hora.
- B)R$ 48,00;
Errada, porque R$ 48,00 por hora superestima a perda do equipamento ao longo da vida útil.
- C)R$ 64,00;
Errada, porque R$ 64,00 por hora dobra indevidamente a depreciação calculada.
- D)R$ 80,00;
Errada, porque R$ 80,00 por hora ignora o valor residual e aumenta demais o custo horário.
- E)R$ 100,00.
Errada, porque R$ 100,00 por hora está muito acima do valor depreciável distribuído pelas horas de uso.
Gabarito: A
A depreciação linear é o jeito mais direto de distribuir a perda de valor de um equipamento ao longo da sua vida útil. A ideia é simples: pega-se o valor de compra, subtrai-se o valor residual e divide-se pelo total de horas de uso previstas. Aqui, isso faz sentido porque a motoniveladora vai trabalhar 2000 horas por ano durante 10 anos, totalizando 20.000 horas. O valor residual é 20% de R$ 800 mil, ou seja, R$ 160 mil. Então a parcela que realmente será depreciada é R$ 800 mil - R$ 160 mil = R$ 640 mil. Agora é só espalhar esse valor pelas 20.000 horas de vida útil. Fazendo a conta: R$ 640.000 / 20.000 = R$ 32 por hora. É por isso que o gabarito é a alternativa A. É a clássica conta de concurso: pouca emoção, bastante divisão. Em planejamento e controle de obras, esse raciocínio aparece muito na composição de custos de equipamentos. Não há truque jurídico aqui: o foco é técnico e matemático, com depreciação linear pelo tempo de uso previsto.