Quando se observa um ponto de mínimo em um diagrama de Brückner (ou diagrama de massas), é correto afirmar que, nesse ponto:
- A)existe a passagem do aterro para o corte;
Correta: no ponto de mínimo o diagrama muda de descida para subida, indicando passagem do aterro para o corte.
- B)existe a passagem do corte para o aterro;
Errada: isso descreve o ponto de máximo, e não o de mínimo.
- C)o material é excedente e irá para um bota-fora;
Errada: o mínimo não indica material excedente para bota-fora; isso depende do balanço global de cortes e aterros.
- D)a compensação entre corte e aterro é iniciada ou finalizada;
Errada: a compensação não começa ou termina necessariamente no mínimo; o ponto apenas marca a troca entre aterro e corte.
- E)a compensação é ineficiente e o material complementar virá de uma jazida de empréstimo.
Errada: jazida de empréstimo é usada quando falta material no balanço, mas o ponto de mínimo não define essa necessidade.
Gabarito: A
No diagrama de Brückner, também chamado diagrama de massas, a linha vai subindo quando predomina corte e vai descendo quando predomina aterro. Pense nele como um placar acumulado: corte soma, aterro subtrai. Por isso, os pontos de máximo e mínimo são importantes, porque marcam a troca de comportamento do terreno ao longo do eixo da obra. Quando você observa um ponto de mínimo, a curva deixa de descer e passa a subir. Isso significa que, naquele trecho, a obra saiu de uma situação em que havia aterro predominando para outra em que passa a haver corte predominando. Em outras palavras, a transição é de aterro para corte. É exatamente isso que o gabarito da letra A traduz. A banca costuma cobrar essa leitura clássica do diagrama sem muita firula: mínimo = mudança de aterro para corte; máximo = mudança de corte para aterro. Se você decorar essa lógica, o resto fica bem mais tranquilo. Não há aqui um fundamento legal específico, porque é um conceito técnico de terraplenagem e movimento de terras, tratado na doutrina de estradas e transporte.