Para o projeto de drenagem de águas pluviais da cobertura de uma edificação foi considerada a intensidade pluviométrica de 120 mm/h. Se a área da superfície da cobertura que intercepta as águas da chuva é 120 m2, a vazão de água a ser considerada para o dimensionamento das calhas é
- A)3,0 L/s.
Errada, porque 3,0 L/s subestima a vazão obtida a partir da intensidade e da área informadas.
- B)3,5 L/s.
Errada, pois 3,5 L/s ainda fica abaixo do valor calculado com as conversões corretas.
- C)1,2 L/s.
Errada, já que 1,2 L/s resulta de algum erro de conversão ou de desprezar parte da área/intensidade.
- D)4,0 L/s.
Certa, porque 120 mm/h sobre 120 m² gera 14,4 m³/h, que equivalem a 4,0 L/s.
- E)6,0 L/s.
Errada, porque 6,0 L/s superestima a vazão e não bate com o produto entre intensidade e área.
Gabarito: D
Em drenagem pluvial de coberturas, a conta costuma ser direta: vazão = intensidade de chuva x área de contribuição. Aqui, a intensidade é 120 mm/h, que equivale a 0,12 m/h, e a área da cobertura é 120 m². Multiplicando, você obtém 14,4 m³/h de água captada pela calha. Agora é só converter para uma unidade mais amigável no dimensionamento: 14,4 m³/h = 14.400 L/h. Dividindo por 3.600 s, chega-se a 4,0 L/s. É aquele tipo de questão que parece querer complicar, mas no fundo só pede uma conversão bem feita. Então, a vazão a considerar para o dimensionamento das calhas é 4,0 L/s, que corresponde à alternativa D. Em projetos de águas pluviais, o raciocínio básico é esse mesmo: intensidade pluviométrica vezes área tributária, com atenção às unidades para não cair em armadilha boba. Na prática normativa, esse tipo de cálculo é compatível com o critério usual de dimensionamento de drenagem pluvial de coberturas adotado em normas técnicas, como a ABNT NBR 10844, sempre com foco na vazão contribuinte da superfície atendida.