No projeto de estruturas de aço para as combinações das ações normais de escoamento, a máxima força resistente de cálculo de tração de uma barra redonda rosqueada, de aço MR250, com área efetiva da seção transversal de 4,4 cm2 é de
- A)95 kN.
Errada, porque 95 kN fica abaixo do valor obtido pela multiplicação da área efetiva pela tensão de cálculo do aço.
- B)80 kN.
Errada, pois 80 kN subestima a resistência da barra e não corresponde ao cálculo com área efetiva de 4,4 cm².
- C)100 kN.
Certa, porque 4,4 cm² vezes a resistência de cálculo do MR250 resulta em aproximadamente 100 kN.
- D)75 kN.
Errada, já que 75 kN é valor incompatível com os dados da seção e do aço informados.
- E)90 kN.
Errada, pois 90 kN ainda não atinge o resultado aproximado da resistência de cálculo para essa barra.
Gabarito: C
Em barras tracionadas de aço, a conta costuma ser direta: resistência de cálculo = área efetiva vezes a tensão resistente de cálculo. Aqui, como a barra é rosqueada, usa-se a área efetiva da seção transversal, que já considera o enfraquecimento da rosca. Isso evita o clássico erro de calcular pela área cheia da barra como se ela estivesse lisinha e feliz da vida. Para o aço MR250, toma-se a resistência de escoamento característica de 250 MPa e aplica-se o coeficiente de segurança do material, chegando a uma tensão de cálculo de aproximadamente 227 MPa. Multiplicando por 4,4 cm², você obtém cerca de 100 kN. É uma conta de primeira linha de prova, daquelas que a banca gosta porque parecem simples, mas punem distração. Então, o gabarito C está correto porque a força resistente de cálculo de tração é aproximadamente 100 kN. Em termos práticos: 4,4 cm² = 440 mm²; 440 x 227 = 99 880 N, ou seja, 100 kN arredondando. Como referência de prova, esse raciocínio está alinhado com a lógica da NBR 8800 para verificação de barras tracionadas em aço: usa-se a área efetiva e a resistência de cálculo do material, não apenas o valor nominal do aço.