Um engenheiro deve escolher um disjuntor de norma DIN para alimentação de um circuito elétrico que alimenta as tomadas de uso geral de uma edificação residencial. Para esse circuito, a curva de disparo mais adequada para esse disjuntor é a do tipo:
- A)A
A curva A não é a indicada para esse uso, porque não é a associação usual para tomadas residenciais de uso geral.
- B)B
Correta, pois a curva B é a mais adequada para circuitos residenciais com cargas comuns e baixa corrente de partida.
- C)C
A curva C é mais apropriada para cargas com corrente de partida maior, como motores e equipamentos com pico de acionamento.
- D)D
A curva D é destinada a correntes de partida bem elevadas, típicas de cargas pesadas, e não de tomadas residenciais comuns.
- E)Z
A curva Z é muito sensível e aparece em aplicações especiais, não sendo a escolha típica para TUG em residência.
Gabarito: B
Em disjuntores termomagnéticos com norma DIN, a letra da curva indica o quanto ele tolera de corrente de partida antes de desligar instantaneamente. Isso importa porque alguns equipamentos puxam um pico grande ao ligar, enquanto outros quase não fazem essa "força extra". Para tomadas de uso geral em edificação residencial, a escolha mais adequada costuma ser a curva B, porque o circuito tende a alimentar cargas comuns, com menor corrente de partida, como eletrodomésticos e pequenos aparelhos. A curva B atua mais rapidamente diante de sobrecorrentes e é indicada para circuitos com baixa corrente de partida. Em termos práticos, ela é a mais sensível entre as opções clássicas de uso geral. Já as curvas C e D são pensadas para cargas com picos maiores de acionamento, como motores, transformadores e certos equipamentos industriais. Ou seja, para TUG residencial, usar uma curva mais "durona" do que o necessário pode atrasar a proteção e fugir da aplicação típica. Por isso, o gabarito B está correto: a curva B é a mais compatível com tomadas de uso geral em residência, em que não se espera uma corrente de partida elevada como regra. Em provas, a banca costuma cobrar justamente essa associação simples: residência e cargas comuns pedem curva B; cargas com partida mais pesada pedem curvas mais altas. Uma observação útil: a escolha da curva não substitui o dimensionamento correto do circuito, a corrente nominal do disjuntor e a coordenação com a seção dos condutores, como se vê na prática de projeto e nas normas técnicas aplicáveis, especialmente a ABNT NBR 5410.