Durante as etapas de execução de uma obra pública, o responsável pela fiscalização deverá estar atento quanto aos princípios básicos de cada atividade envolvida. Conforme tais princípios e práticas adotadas em relação aos serviços de instalações elétricas e telefônicas, NÃO são recomendáveis.
- A)Tubulações concretadas no interior de pilares e vigas.
Errada, porque não é recomendável embutir tubulações concretadas no interior de pilares e vigas, já que isso pode comprometer a estrutura e a manutenção.
- B)Braçadeiras utilizadas para fixação de tubulações aparentes.
Certa, pois braçadeiras são adequadas para fixação de tubulações aparentes, conforme a boa prática de instalação.
- C)Componentes das instalações telefônicas submetidos a diversos testes antes da instalação ser efetuada.
Certa, porque testes prévios em componentes telefônicos são compatíveis com o controle de qualidade antes da instalação.
- D)Materiais elétricos liberados para utilização somente após comprovar suas características e qualidade, conforme recomendações em projeto.
Certa, pois materiais elétricos devem ser liberados para uso apenas após conferência de suas características e qualidade em conformidade com o projeto.
- E)Verificação das as conformidades dos componentes e instalações com as exigências das respectivas normas e práticas em todos os circuitos elétricos.
Certa, porque a verificação de conformidade com normas e práticas técnicas em todos os circuitos é parte essencial da fiscalização.
Gabarito: A
Em instalações elétricas e telefônicas, a regra de ouro é simples: tudo precisa ser executado de forma segura, acessível para manutenção e sem comprometer a estrutura da edificação. Na prática, isso significa respeitar o projeto, as normas técnicas da ABNT, como a NBR 5410 para instalações elétricas de baixa tensão, e evitar soluções improvisadas que depois viram dor de cabeça na obra e na fiscalização. Em obras públicas, a fiscalização deve observar se os materiais foram aprovados antes do uso, se os componentes foram testados quando necessário e se a execução está compatível com as exigências normativas. Braçadeiras, testes prévios e conferência de conformidade são procedimentos bem alinhados com a boa prática de engenharia. A ideia é evitar defeitos, retrabalho e riscos à segurança. O ponto crítico da questão está na interferência com elementos estruturais. Não se recomenda concretar tubulações no interior de pilares e vigas, porque isso pode enfraquecer a estrutura, dificultar inspeção e manutenção, além de contrariar o princípio de não comprometer os elementos resistentes da edificação. Em termos práticos: eletroduto não deve virar convidado fixo dentro da estrutura. Por isso, a alternativa A é a incorreta e, portanto, o gabarito. Ela descreve uma prática que deve ser evitada em instalações prediais, justamente por afetar a segurança estrutural e a qualidade da execução. A base doutrinária e normativa é a compatibilidade entre projetos e o respeito às prescrições técnicas da ABNT, especialmente quanto à separação entre instalações e elementos estruturais.