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Engenharia Civil · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Engenharia Civil

Durante a fiscalização de uma obra pública de pavimentação contratada por determinado município, o analista de controle interno de projetos identifica as seguintes situações; analise-as. I. O relatório de ensaios de controle tecnológico do concreto utilizado na pavimentação não foi apresentado pela empresa contratada. II. A medição do mês corrente foi realizada considerando quantitativos superiores aos efetivamente executados. III. A contratada solicita o reajustamento dos valores aplicando um índice de correção não previsto no contrato, com base em uma justificativa de aumento de custos no mercado. IV. O diário de obras apresenta inconsistências quanto às datas e registro de atividades executadas. Com base nas normas técnicas legais e nos procedimentos de fiscalização de obras e serviços públicos, qual das ações a seguir relacionadas deverá ser adotada pelo analista?

Gabarito: B

Em fiscalização de obra pública, o analista não pode “passar pano” para documento faltante nem para medição inflada. O controle tecnológico é parte da comprovação da qualidade da execução, então a ausência do relatório de ensaios impede o aceite regular do serviço, especialmente quando se trata de elemento que exige verificação técnica. Além disso, medição deve refletir exatamente o que foi executado, nem um centímetro a mais, porque pagamento público sem lastro vira problema de controle e pode caracterizar sobrepreço ou até dano ao erário. No reajustamento contratual, a regra é seguir o que está no contrato e na legislação aplicável. Não cabe a contratada inventar índice novo só porque o mercado subiu e ela ficou nervosa com a planilha. Em contratos administrativos, o reajuste segue critérios previamente definidos, normalmente vinculados a índice e periodicidade previstos no ajuste, conforme a lógica da Lei 14.133/2021 e dos instrumentos de fiscalização e gestão contratual. Também não dá para ignorar o diário de obras. Ele é documento de registro da execução, e inconsistências de datas e atividades comprometem a rastreabilidade do que foi feito. O fiscal deve exigir a correção formal, pois esse diário serve justamente para dar transparência, controle e memória do contrato. Por isso, a alternativa B é a correta: pedir o relatório de controle tecnológico, rejeitar a medição com quantitativos superiores aos executados, aplicar apenas o índice previsto no contrato e exigir a retificação do diário, com as providências sancionatórias cabíveis se houver descumprimento contratual. Em obra pública, documento e medição não são enfeite burocrático, são prova de que o serviço realmente aconteceu do jeito certo.

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