Para representar a superfície da Terra são efetuadas medidas de direções, distâncias e desníveis, que, em geral, estarão contaminadas de erros. As principais fontes de erros podem ser divididas em: 1) Ambientais(causados pelas variações das condições ambientais, como vento, temperatura etc. Exemplo: variação do comprimento de uma trena com a variação da temperatura); 2) Instrumentais (causados por problemas relativos à imperfeição na construção do equipamento ou no seu ajuste; 3) Pessoais (causados por falhas humanas, como falta de atenção ao executar uma medição, cansaço etc.). Apresenta uma definição correta para a classificação de erros originados por tais fontes:
- A)Aleatórios: causados por engano na medição; leitura errada nos instrumentos, identificação de alvo etc.
Errada, porque engano na medição, leitura errada e identificação de alvo são exemplos de erros grosseiros, não aleatórios.
- B)Sistemáticos: normalmente relacionados a desatenção do observador ou a uma falha no equipamento.
Errada, porque desatenção do observador e falha no equipamento se encaixam melhor como erros grosseiros ou sistemáticos, dependendo do caso.
- C)Grosseiros: aqueles cuja magnitude e sinais algébricos podem ser determinados, com leis matemáticas ou físicas. Um exemplo é a correção do efeito de dilatação de uma trena em função da temperatura.
Errada, porque a descrição dada é de erro sistemático, com causa conhecida e correção calculável, como a dilatação da trena pela temperatura.
- D)Acidentais ou aleatórios: aqueles que permanecem após os outros tipos de erros terem sido eliminados; não seguem nenhum tipo de lei e ora ocorrem num sentido, ora noutro, tendendo a se neutralizar quando o número de observações é grande.
Certa, porque erros acidentais ou aleatórios são os que permanecem após a eliminação dos demais e não seguem padrão fixo, tendendo a se compensar.
Gabarito: D
Na topografia, as medições de direções, distâncias e desníveis nunca saem "perfeitas": sempre existe algum tipo de erro entrando na conta. Por isso, a classificação mais usada separa os erros em grosseiros, sistemáticos e aleatórios (ou acidentais). Os grosseiros são falhas humanas evidentes, como ler errado uma mira ou anotar um valor trocado. Os sistemáticos têm padrão e causa conhecida, como a dilatação de uma trena pela temperatura ou um equipamento desajustado. Já os aleatórios são os pequenos erros restantes, sem direção fixa, que ora aumentam, ora diminuem a medição. É exatamente isso que a alternativa D descreve: os erros acidentais ou aleatórios são aqueles que permanecem depois que os outros tipos de erros são eliminados, não seguem uma lei simples e tendem a se compensar quando o número de observações aumenta. Essa é a ideia clássica ensinada em Topografia e Ajustamento de Observações, presente em referências tradicionais da área. A pegadinha da questão é inverter os conceitos. O enunciado cita fontes ambientais, instrumentais e pessoais, e isso ajuda você a lembrar: falhas humanas costumam gerar erros grosseiros; imperfeições do instrumento ou do ambiente, em geral, levam a erros sistemáticos; e o restinho que sobrou, sem padrão fixo, é o erro aleatório. Em prova, essa distinção costuma aparecer com uma descrição bonita e trocada de lugar, só para testar se você está atento.