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Engenharia Civil · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Engenharia Civil

O foco da manutenção preditiva é fazer um acompanhamento periódico das estruturas por meio de análises técnicas e do monitoramento, o que é fundamental para a conservação da vida útil dos componentes. A manutenção preditiva possibilita otimizar a troca ou a reforma de componentes e estender o intervalo de manutenção, pois permite prever quando os elementos estarão próximos do seu limite de vida. Algumas técnicas incluem análise de vibração, ultrassom, inspeção visual e outros procedimentos que evitam o desmonte desnecessário da estrutura. A manutenção preditiva é muito comum na engenharia aeronáutica e mecânica. Seu uso como prática de gerenciamento de Obras de Artes Especiais (OAE) ainda é muito restrito no Brasil, que não tem essa cultura, visto que a relação custo-benefício das inspeções na maioria das vezes é relativamente alta. No entanto, o progresso industrial e o crescimento das cidades resultaram em um aumento da poluição urbana, aumentando, assim, a exposição das OAEs a ambientes desfavoráveis. A comunidade brasileira de construção, mediante tais problemas, tem se atentado para a necessidade do projeto para a durabilidade de seu maior controle e execução de novas OAEs e, sobretudo, da necessidade do constante monitoramento alinhado com a manutenção das construções existentes. Em relação à manutenção de OAE, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: A

A manutenção preditiva é aquela que tenta enxergar o problema antes da falha aparecer de vez, usando inspeções, medições e monitoramento para decidir o momento certo da intervenção. Em Obras de Arte Especiais, isso é muito importante porque pontes, viadutos e passarelas sofrem com tráfego, umidade, poluição e envelhecimento dos materiais. A ideia é simples: cuidar antes de romper, porque remendar depois costuma sair mais caro, mais lento e mais perigoso. No Brasil, o tema aparece muito em manuais técnicos e rotinas de inspeção, especialmente nas orientações do DNIT para OAEs, mas não existe uma regra única que obrigue, de forma geral, todos os órgãos públicos a manterem um sistema formal de manutenção preditiva para obras civis. Por isso, a prática acaba sendo guiada por normas técnicas e por manuais setoriais. O ponto central da questão está na NBR 5674:2012. Ela trata de manutenção de edificações, isto é, de edifícios, e não é a norma específica para OAEs. Ela até ajuda como referência de gestão da manutenção, mas o texto da alternativa A mistura isso com a ideia de que ela propõe serviços mínimos para garantir a funcionalidade e a condição estrutural projetada das Obras de Arte Especiais. Aí a banca faz o que adora: troca o foco da norma e joga a assertiva para o lugar errado. Então, o gabarito é A porque a NBR 5674:2012 não é a base normativa específica para OAEs; para esse tipo de obra, o correto é olhar principalmente os manuais e diretrizes técnicas aplicáveis, como os do DNIT, além de inspeções e planos de manutenção próprios.

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