Para que um projeto de prevenção e combate ao incêndio seja aprovado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, é importante que o engenheiro considere, além das normas federais, a legislação estadual, contemplando suas leis, decretos e manuais com as Instruções Técnicas (IT) do corpo de bombeiros. Sobre a saída de emergência em edificações no estado de Minas Gerais por meio do seu IT-08, assinale a afirmativa correta.
- A)As portas que abrem no sentido do trânsito de saída, para dentro de rotas de saída em ângulo de 90°, devem ficar em recessos de paredes, de forma a não reduzir a largura efetiva em valor maior que 20 cm.
Errada, porque a IT-08 não adota esse limite de 20 cm para recessos de portas em ângulo de 90° nesses termos.
- B)Os acessos para as saídas de emergência devem ter pé direito mínimo de 2,70 m, com exceção de obstáculos representados por vigas, vergas de portas, e outros, cuja altura mínima livre deve ser de 2,10 m.
Errada, pois os valores de pé-direito e altura livre informados não correspondem à redação da IT-08 para acessos de saídas de emergência.
- C)A largura das saídas deve ser medida em sua parte mais estreita, não sendo admitidas saliências de alisares, pilares e outros, com dimensões maiores que 15 cm e somente em saídas com largura superior a 1,50 m.
Errada, porque a regra da largura considera a seção útil da saída e os limites de saliências não estão formulados corretamente nessa alternativa.
- D)Em edificações térreas pode ser considerada como saída, para efeito da distância máxima a ser percorrida, qualquer abertura, sem grades fixas, com peitoril, tanto interna quanto externamente, com altura máxima de 1,20 m, vão livre com área mínima de 1,20 m² e nenhuma dimensão inferior a 1,0 m.
Certa, porque em edificações térreas a IT-08 admite essa abertura como saída para efeito da distância máxima a ser percorrida, desde que cumpra as dimensões mínimas exigidas.
Gabarito: D
A ideia central da IT-08 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais é garantir que a rota de fuga seja simples, contínua e sem surpresas desagradáveis quando o prédio decidir colaborar com o fogo. Em saída de emergência, o foco sempre cai em largura útil, desobstrução, sentido de abertura das portas e condições mínimas para o ocupante escapar com rapidez e segurança. No caso cobrado, a regra específica para edificações térreas permite considerar como saída, para efeito de distância máxima a percorrer, qualquer abertura sem grades fixas, com peitoril, interna ou externamente, desde que atenda aos parâmetros mínimos: altura máxima de 1,20 m, vão livre com área mínima de 1,20 m² e nenhuma dimensão inferior a 1,0 m. Isso aparece justamente para ampliar as possibilidades de escape em construções térreas, em que a saída direta para o exterior costuma ser mais simples. Por isso o gabarito é a letra D. Ela reproduz a lógica normativa da IT-08 sobre saídas em edificações térreas, tratando essa abertura como alternativa válida de evacuação quando respeita as medidas exigidas. As demais alternativas misturam regras que não batem com os parâmetros da instrução técnica, trocando medidas, condições e até o tipo de situação em que a regra se aplica. Em prova de Bombeiros, esse tipo de detalhe é a clássica armadilha: uma palavra parece certa, mas a metragem entrega o erro.