Na execução de alvenaria de tijolos e blocos cerâmicos, sem função estrutural, com juntas a prumo, é recomendável a utilização de armaduras
- A)longitudinais e transversais, situadas fora da argamassa de assentamento, distanciadas entre si em cerca de 12 cm.
Errada, porque mistura armaduras longitudinais e transversais e ainda as coloca fora da argamassa de assentamento, o que não é a disposição recomendada.
- B)longitudinais, situadas fora da argamassa de assentamento, distanciadas em cerca de 10 cm na altura.
Errada, porque a armadura até é longitudinal, mas a distância de 10 cm na altura é excessivamente pequena e não corresponde ao espaçamento usual.
- C)transversais, situadas na argamassa de assentamento, distanciadas em cerca de 20 cm na altura.
Errada, porque a armadura não deve ser transversal nesse caso e o espaçamento de 20 cm na altura também foge da recomendação para esse tipo de alvenaria.
- D)longitudinais, situadas na argamassa de assentamento, distanciadas em cerca de 60 cm na altura.
Certa, porque indica armaduras longitudinais, embutidas na argamassa de assentamento, com espaçamento vertical em torno de 60 cm, que é o arranjo recomendado para controle de fissuras.
- E)transversais, situadas fora da argamassa de assentamento, distanciadas em cerca de 12 cm na altura.
Errada, porque a armadura não é transversal nesse caso e também não deve ficar fora da argamassa de assentamento.
Gabarito: D
Quando você executa alvenaria de tijolos ou blocos cerâmicos sem função estrutural, o objetivo da armadura não é “fazer a parede trabalhar como pilar”, e sim ajudar no controle de fissuras e pequenas movimentações. Em paredes com juntas a prumo, esse cuidado fica ainda mais importante, porque a continuidade vertical das juntas favorece concentrações de tensões e trincas. A solução usual é lançar armaduras horizontais, também chamadas de longitudinais no sentido da parede, embutidas na argamassa de assentamento. O ponto-chave aqui é a posição: a armadura deve ficar na junta de argamassa, não solta fora dela. Assim ela atua de forma eficiente, trabalhando junto com a fiada e distribuindo melhor as tensões. Em geral, a recomendação prática é espaçá-la ao longo da altura da parede em torno de 60 cm, o que equivale a algumas fiadas, dependendo da altura do bloco ou tijolo. Por isso o gabarito é a letra D: armaduras longitudinais, na argamassa de assentamento, distanciadas em cerca de 60 cm na altura. É a solução compatível com o controle de fissuração em alvenaria não estrutural, sem exagerar na “musculação” da parede. Em prova, a banca costuma explorar justamente isso: direção da armadura, posição na junta e espaçamento correto. Como referência técnica, essa lógica é coerente com os princípios de alvenaria de vedação e com as orientações usuais das normas de desempenho e execução da alvenaria, especialmente quanto ao controle de fissuras e compatibilização com movimentações.