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Engenharia Civil · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Engenharia Civil

Na execução de alvenaria de tijolos e blocos cerâmicos, sem função estrutural, com juntas a prumo, é recomendável a utilização de armaduras

Gabarito: D

Quando você executa alvenaria de tijolos ou blocos cerâmicos sem função estrutural, o objetivo da armadura não é “fazer a parede trabalhar como pilar”, e sim ajudar no controle de fissuras e pequenas movimentações. Em paredes com juntas a prumo, esse cuidado fica ainda mais importante, porque a continuidade vertical das juntas favorece concentrações de tensões e trincas. A solução usual é lançar armaduras horizontais, também chamadas de longitudinais no sentido da parede, embutidas na argamassa de assentamento. O ponto-chave aqui é a posição: a armadura deve ficar na junta de argamassa, não solta fora dela. Assim ela atua de forma eficiente, trabalhando junto com a fiada e distribuindo melhor as tensões. Em geral, a recomendação prática é espaçá-la ao longo da altura da parede em torno de 60 cm, o que equivale a algumas fiadas, dependendo da altura do bloco ou tijolo. Por isso o gabarito é a letra D: armaduras longitudinais, na argamassa de assentamento, distanciadas em cerca de 60 cm na altura. É a solução compatível com o controle de fissuração em alvenaria não estrutural, sem exagerar na “musculação” da parede. Em prova, a banca costuma explorar justamente isso: direção da armadura, posição na junta e espaçamento correto. Como referência técnica, essa lógica é coerente com os princípios de alvenaria de vedação e com as orientações usuais das normas de desempenho e execução da alvenaria, especialmente quanto ao controle de fissuras e compatibilização com movimentações.

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