Na construção de canteiros de obras, é fundamental
- A)iniciar a obra a partir da divisa mais fácil e criar espaços utilizáveis no subsolo o mais rapidamente possível.
Errada, porque começar pela divisa mais fácil não resolve o principal gargalo da implantação e ainda ignora a prioridade de liberar espaços funcionais cedo.
- B)focar na vegetação de grande porte primeiro e maximizar o uso de espaços no nível do térreo.
Errada, pois concentrar-se primeiro na vegetação de grande porte não é a lógica operacional do canteiro nem garante melhor aproveitamento do terreno.
- C)sempre começar pelo ponto mais alto do terreno e minimizar o uso de espaço no nível do térreo.
Errada, porque começar pelo ponto mais alto do terreno não é regra geral e pode até dificultar a logística, além de não priorizar o uso do térreo.
- D)atacar primeiro a fronteira mais difícil e criar espaços utilizáveis no nível do térreo tão cedo quanto possível.
Certa, porque a implantação do canteiro deve enfrentar primeiro a parte mais difícil e antecipar espaços úteis no térreo para melhorar a operação da obra.
- E)priorizar a construção de muros de arrimo e evitar o uso de espaços no nível do subsolo.
Errada, já que muros de arrimo e restrição ao subsolo não representam a prioridade típica da implantação do canteiro nem melhoram, por si, a logística inicial.
Gabarito: D
Na organização de canteiro de obras, a lógica é não gastar energia com o que está fácil antes de enfrentar o que vai travar o restante da obra. Em obras com terreno difícil, acessos complicados ou limites apertados, o mais inteligente é atacar primeiro a fronteira mais difícil, porque isso libera o caminho para circulação de materiais, máquinas e equipes. É como abrir a porta mais emperrada primeiro: o resto flui melhor depois. Outro ponto importante é criar o quanto antes espaços utilizáveis no nível do térreo, porque é ali que normalmente ficam circulação, apoio operacional, armazenamento provisório e áreas de trabalho mais práticas. Quando o térreo passa a funcionar cedo, o canteiro ganha produtividade, reduz retrabalho e evita improvisos perigosos. Em estudo preliminar, essa visão de implantação racional do canteiro é central. Por isso, o gabarito D está correto: primeiro enfrenta-se a parte mais difícil da implantação e, na sequência, organiza-se o térreo para uso cedo. Essa ideia é coerente com a boa prática de planejamento de obras e com a lógica de racionalização do canteiro prevista nas normas de gestão e segurança, como as diretrizes da NR-18 para organização das áreas de vivência e produção. Em prova, a banca costuma cobrar justamente essa noção de prioridade operacional e sequenciamento inteligente. Se você pensar em canteiro como um tabuleiro, não faz sentido começar pelo cantinho confortável e deixar o gargalo para depois. O segredo é destravar o que limita a obra e criar condições de uso imediato do espaço mais funcional.