Em uma ponte, os dispositivos, geralmente de concreto, dimensionados para conter o impacto de um veículo desgovernado e utilizados com a finalidade de impedir a saída dos veículos da pista de rolamento, são denominados
- A)passeios.
Errada, porque passeios são destinados à circulação de pedestres e não à contenção de veículos.
- B)guarda-corpos.
Errada, porque guarda-corpos servem principalmente para proteção contra quedas de pessoas, não para absorver impacto de veículo.
- C)barreiras de proteção.
Certa, porque barreiras de proteção são dispositivos, geralmente de concreto, feitos para conter o impacto de veículos desgovernados e evitar sua saída da pista.
- D)placas de transição.
Errada, porque placas de transição fazem a ligação entre elementos estruturais ou trechos diferentes, não a retenção de veículos.
- E)alas laterais.
Errada, porque alas laterais são elementos ligados aos encontros e ao aterro, não dispositivos de contenção veicular.
Gabarito: C
Em pontes e viadutos, existem dispositivos de segurança feitos, em geral, de concreto, cuja função é aumentar a proteção do usuário da via e evitar que um veículo saia da pista em caso de descontrole. Pense neles como uma “muralha discreta” da engenharia: não chamam atenção no dia a dia, mas entram em ação quando a situação aperta. Esses elementos precisam resistir ao impacto e direcionar o veículo para reduzir o risco de queda ou invasão de áreas perigosas. Na nomenclatura técnica de obras de arte especiais, esses dispositivos são chamados de barreiras de proteção. Eles são dimensionados justamente para conter ou amenizar o impacto de um veículo desgovernado, atuando como elemento de contenção lateral da pista. Em provas, a banca costuma cobrar a função do elemento, não só o nome: se a ideia é impedir a saída do veículo da pista de rolamento, o conceito é de contenção/proteção, e não de apoio ao pedestre ou acabamento da estrutura. Isso se diferencia de passeios, que são faixas destinadas aos pedestres; de guarda-corpos, que têm função mais voltada à proteção contra quedas de pessoas, especialmente em bordas e passarelas; de placas de transição, ligadas à conexão entre trechos com comportamentos diferentes; e de alas laterais, que são partes estruturais associadas a encontros e contenções de aterros, não a retenção de veículos na pista. Em linguagem de projeto, cada peça tem sua missão, e aqui a missão é clara: conter o veículo. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A expressão “dispositivos, geralmente de concreto, dimensionados para conter o impacto de um veículo desgovernado” descreve exatamente as barreiras de proteção, também tratadas na prática de engenharia rodoviária como elementos de contenção lateral.