Considere que, para determinado empreendimento, tenha sido estimado o custo direto total de R$ 500.000. Considere, ainda, que o cálculo do benefício e despesas indiretas (BDI) para a obra em questão seja de 30%. Nessa situação, é correto afirmar que o preço final estabelecido será
- A)R$ 600.000.
Errada, porque R$ 600.000 corresponde a um acréscimo de apenas 20% sobre o custo direto, e não de 30%.
- B)R$ 625.000.
Errada, porque R$ 625.000 não resulta da aplicação de 30% sobre R$ 500.000, sendo um valor intermediário sem base no enunciado.
- C)R$ 650.000.
Certa, pois R$ 500.000 acrescidos de 30% resultam em R$ 500.000 x 1,30 = R$ 650.000.
- D)R$ 675.000.
Errada, porque R$ 675.000 representaria um acréscimo de 35% sobre o custo direto, e não de 30%.
Gabarito: C
Quando a questão fala em custo direto e BDI, pense no passo clássico da composição de preço: primeiro você identifica o custo direto da obra, depois acrescenta o BDI, que é a parcela destinada a cobrir despesas indiretas, tributos, administração central, lucro e outros encargos do empreendimento. Em linguagem simples: o custo direto é a base, e o BDI é o percentual que “engorda” essa base para formar o preço final. Aqui, o custo direto total é de R$ 500.000 e o BDI é de 30%. Então o cálculo é direto: preço final = 500.000 x 1,30. Isso resulta em R$ 650.000. Sem truque, sem mágica, só conta percentual mesmo. Esse entendimento é o padrão usado em orçamentação de obras. Na prática de engenharia de custos, o BDI incide sobre o custo direto para formar o preço de venda da obra, o que é exatamente o raciocínio cobrado pela banca. Por isso, o gabarito é a letra C. Se você marcou outra alternativa, provavelmente ou esqueceu de aplicar o percentual sobre o total direto, ou aplicou o BDI de forma incompleta, sem transformar 30% em 1,30 no cálculo final.