Assinale a opção que corresponde à forma mais adequada de medir um serviço de aterro.
- A)cubagem dos caminhões de transporte de material
Errada, porque a cubagem do caminhão mede o volume transportado em condição solta, não o volume efetivamente executado e compactado no aterro.
- B)levantamento topográfico antes e após a execução do serviço, no local de execução do aterro
Certa, porque o volume do aterro deve ser apurado por levantamento topográfico antes e depois da execução, no local onde o serviço foi realizado.
- C)quantificação do número de viagens dos caminhões de transporte de material
Errada, porque contar viagens do caminhão é um critério indireto e impreciso, sujeito a variações de carga e não representa a medição técnica do aterro.
- D)levantamento topográfico antes e após a execução do serviço, no local de escavação das jazidas
Errada, porque a comparação topográfica na jazida serve para medir volume escavado na origem, não o volume do serviço de aterro no local de execução.
Gabarito: B
Em obras de aterro, o que interessa medir é o volume efetivamente executado no local onde o material foi espalhado e compactado. Por isso, a forma mais adequada costuma ser comparar o levantamento topográfico antes e depois da execução, no próprio local do aterro. Assim, você apura o volume geométrico realmente incorporado à obra, e não apenas o que saiu do caminhão ou o número de viagens feitas. Esse cuidado existe porque o caminhão transporta material solto, com empolamento, enquanto o aterro é medido na condição em que ficou executado e compactado. Se você medir só por viagem ou por cubagem do veículo, pode errar bonito, porque volume solto e volume compactado não são a mesma coisa. Na prática, a medição por levantamento topográfico antes e depois é a mais técnica e segura para quantificar o serviço de terraplenagem. É uma lógica clássica de engenharia: mede-se o volume de obra no local de execução, com base em seções, perfis ou modelos topográficos, e não por estimativas indiretas de transporte. Por isso, o gabarito está na alternativa B. Ela descreve justamente o procedimento correto para medir o aterro: comparar a situação inicial e final no próprio trecho onde o serviço foi feito.