A plantação de gramíneas e a execução de patamares em taludes de obras de terraplenagem de rodovias têm por objetivo
- A)garantir a estética da obra.
Errada, porque a finalidade é técnica e de proteção do talude, não estética.
- B)proporcionar economia de materiais.
Errada, pois a medida não tem como objetivo principal economizar materiais, e sim controlar a erosão.
- C)proteger da erosão os taludes.
Certa, porque gramíneas e patamares reduzem o arraste do solo e protegem os taludes contra erosão.
- D)reforçar o subleito.
Errada, porque o reforço do subleito é outra função, relacionada à capacidade estrutural do pavimento, não a taludes.
Gabarito: C
Em obras de terraplenagem de rodovias, os taludes ficam expostos à ação da chuva, do vento e do escoamento superficial. Quando isso acontece, o solo pode se desagregar com facilidade, surgindo sulcos, ravinas e até pequenos deslizamentos. Por isso, duas medidas muito comuns são a plantação de gramíneas e a execução de patamares (também chamados de bermas ou banquetas), que ajudam a “segurar” o talude e a reduzir a velocidade da água sobre ele. As gramíneas funcionam como uma cobertura vegetal protetora: suas raízes ajudam a prender o solo, e a parte aérea reduz o impacto direto das gotas de chuva. Já os patamares quebram a inclinação contínua do talude, diminuindo a energia da água que escorre e facilitando a drenagem. Na prática, isso é uma forma clássica de controle de erosão em taludes rodoviários. Por isso o gabarito é a alternativa C. O objetivo principal não é enfeitar a obra nem reforçar o subleito, mas proteger o talude contra processos erosivos. Em engenharia rodoviária, essa solução aparece como medida de estabilização superficial e proteção do maciço de terra exposto. Se você lembrar de uma regra simples, fica fácil: talude exposto + água da chuva = risco de erosão; então entra vegetação e patamar para proteger a superfície. É uma solução simples, barata e muito cobrada em prova.