Considere que, no cronograma físico de execução de uma obra, o fiscal tenha verificado que cinco atividades compõem um único caminho crítico. Nessa situação, caso não haja nenhuma ação corretiva, a conclusão da obra poderá atrasar
- A)somente se todas as atividades críticas atrasarem.
Errada, porque não é preciso que todas as atividades críticas atrasem: o atraso de apenas uma já pode comprometer a data final.
- B)apenas se a última atividade crítica atrasar.
Errada, porque a última atividade não é a única capaz de gerar atraso; qualquer atividade do caminho crítico afeta o prazo total.
- C)se, no mínimo, uma das atividades críticas atrasar.
Certa, porque no caminho crítico basta o atraso de uma atividade crítica para que a conclusão da obra possa atrasar.
- D)se, no mínimo, uma atividade não crítica atrasar.
Errada, porque atividade não crítica pode atrasar sem impactar o prazo, desde que ainda exista folga disponível.
- E)apenas se a primeira atividade crítica atrasar.
Errada, porque o impacto no prazo não depende só da primeira atividade crítica; qualquer uma da sequência crítica pode gerar atraso.
Gabarito: C
Em planejamento e controle de obras, o caminho crítico é a sequência de atividades que determina a duração total do empreendimento. Pense nele como a fila que manda no horário do show: se qualquer item dessa fila atrasar, o evento inteiro escorrega. Por isso, quando o fiscal verifica que cinco atividades formam um único caminho crítico, ele está diante de uma cadeia sem folga. Se não houver ação corretiva, basta o atraso de uma delas para empurrar a data final da obra. A lógica é simples: atividade crítica não tem folga. Então, qualquer atraso nessa sequência repercute diretamente no prazo final, porque não existe “tempo sobrando” para absorver o desvio. Já as atividades não críticas podem atrasar dentro do limite da sua folga sem afetar a entrega, pelo menos até consumirem essa margem. É exatamente por isso que o gabarito é a letra C: se, no mínimo, uma das atividades críticas atrasar, a conclusão da obra poderá atrasar. Esse é o conceito clássico de CPM/PERT e é cobrado pela CESPE/CEBRASPE com esse tipo de pegadinha sobre quem realmente manda no prazo da obra.