Uma estrutura de concreto armado apresenta fissuras distribuídas ao longo da face tracionada das vigas. A análise do projeto revela que as armaduras estão subdimensionadas. Para corrigir esse problema sem comprometer a operação da edificação, a melhor alternativa é:
- A)Aplicar fibra de carbono colada externamente para reforço estrutural.
Certa: a fibra de carbono colada externamente é uma solução eficiente para reforçar vigas fissuradas por falta de armadura, com mínima interferência na operação da edificação.
- B)Demolir as vigas e reconstruí-las com seção maior.
Errada: demolir e reconstruir resolve, mas é uma medida extrema, mais cara e incompatível com a ideia de correção sem comprometer o uso do prédio.
- C)Inserir barras adicionais na estrutura, rompendo o concreto para ancoragem.
Errada: inserir barras rompendo o concreto exige intervenção pesada, prejudica a estrutura existente e não é a alternativa mais adequada para manter a edificação em operação.
- D)Aumentar a seção da laje para redistribuir os esforços.
Errada: aumentar a seção da laje não corrige diretamente a insuficiência das vigas tracionadas e não é a intervenção típica para esse tipo de patologia.
Gabarito: A
Quando surgem fissuras distribuídas na face tracionada das vigas de concreto armado, o recado da estrutura é bem direto: a tração está maior do que a armadura consegue suportar. Isso acontece quando as barras foram subdimensionadas, e o reforço precisa corrigir a capacidade resistente sem obrigar a obra a parar, quebrar tudo ou criar uma cirurgia pesada demais na peça. Nessas situações, o reforço com fibra de carbono colada externamente é uma solução muito usada porque aumenta a resistência à flexão e à tração de forma rápida, com pouca intervenção e baixo peso adicional. Em outras palavras: você reforça a viga sem transformar a edificação num canteiro de demolição. É uma técnica clássica de reabilitação estrutural, especialmente quando a operação do prédio precisa continuar. Do ponto de vista técnico, a ideia é complementar a armadura existente, melhorando o desempenho da peça na região tracionada. Esse tipo de reforço externo é amplamente aceito na prática de engenharia e costuma ser indicado em diagnósticos de insuficiência de armadura, fissuração excessiva ou necessidade de aumento de capacidade sem grandes alterações geométricas. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As demais propostas são mais agressivas, mais caras ou simplesmente não atacam o problema de forma eficiente. Em concurso, quando aparecer subdimensionamento de armadura com necessidade de manter a operação da edificação, pense logo em reforço estrutural por técnica externa, não em solução de força bruta.