O papel é o suporte mais empregado na indústria gráfica. Ambrose e Harris (2012) categorizam os papéis em nove tipos: vergê, revestido, não revestido, jornal, mate, chromolux, feito à mão, bíblia ou indiano e, por último, papel flocado. Sobre cada tipo de papel indicado abaixo, é INCORRETO afirmar:
- A)O papel revestido é mais branco, brilhoso e com boa imprimibilidade, devido à sua composição.
Correta: o papel revestido tende a ser mais branco, brilhoso e com boa imprimibilidade por causa do tratamento de superfície.
- B)O papel não revestido é o menos utilizado, pois não tem um bom nível de brancura. Por consequência, a impressão não fica tão boa quanto no papel revestido.
Errada: o papel não revestido não é o menos utilizado; ele é muito comum em impressos de leitura, embora tenha menor alvura e menor desempenho para imagens.
- C)O papel feito à mão não possui grânulo, sendo seu uso aconselhado para obras mais artesanais, com baixa tiragem, devido ao custo mais elevado e ao tempo maior necessário para sua confecção.
Correta: o papel feito à mão é artesanal, mais caro, de produção lenta e indicado para baixas tiragens e usos especiais.
- D)O papel mate é indicado para impressões de qualidade, porém sem brilho (opacas).
Correta: o papel mate é apropriado para impressões de boa qualidade com acabamento opaco, sem brilho.
Gabarito: B
Na indústria gráfica, o tipo de papel influencia brilho, contraste, absorção de tinta e o resultado final da impressão. Por isso, não basta olhar só para a aparência: um papel pode ser mais adequado para livros, revistas, folders ou trabalhos artesanais. Ambrose e Harris organizam esses papéis em categorias bem conhecidas, como revestido, não revestido, mate e feito à mão, cada uma com características próprias de textura, brilho e desempenho gráfico. O papel revestido costuma ter superfície mais lisa, melhor retenção de tinta e aparência mais branca e brilhante, o que favorece imagens com mais definição. Já o papel mate entrega boa qualidade visual, mas sem o brilho intenso, sendo muito usado quando se quer um acabamento mais sofisticado e discreto. O papel feito à mão, por sua vez, tem aspecto artesanal, maior custo e menor produção, o que o torna mais comum em usos especiais e de baixa tiragem. A pegadinha da questão está no papel não revestido. Ele não é o menos utilizado por definição; na prática, é um dos mais presentes em livros, cadernos, blocos e impressos de leitura, justamente por ter boa legibilidade e custo menor. O ponto fraco é que, por absorver mais tinta e ter menos alvura e brilho que o revestido, ele não valoriza tanto imagens e fotografias. Então, a alternativa B erra ao afirmar que ele é o menos utilizado. Resumo de prova: revestido = mais brilho e melhor imagem; mate = sem brilho; feito à mão = artesanal e caro; não revestido = muito usado, mas menos “glamouroso” na impressão. Em Design Gráfico, a banca gosta de inverter popularidade com qualidade visual, então vale ficar atento.