Na elaboração de um briefing para a criação da identidade visual de uma publicação com viés pós-modernista, inspirada nos trabalhos de Wolfgang Weingart, April Greiman e David Carson, a equipe responsável estabeleceu, entre os elementos estéticos a serem descartados,
- A)o conceito e a visão geral do produto.
Errada, porque conceito e visão geral do produto continuam sendo base do briefing, independentemente do estilo visual escolhido.
- B)o contexto, o posicionamento midiático e a colocação no mercado.
Errada, porque contexto, posicionamento midiático e colocação no mercado são informações estratégicas essenciais do projeto.
- C)as especificações de logotipia, famílias tipográficas, grandezas e aplicações.
Errada, porque logotipia, tipografia e aplicações fazem parte das especificações técnicas que orientam a identidade visual.
- D)a definição da paleta de cores e da estética cromática.
Errada, porque a paleta de cores e a estética cromática também são decisões importantes e não costumam ser descartadas.
- E)o uso de um grid, com estrutura construtiva, definição de colunas, grade de ilustrações e paginação.
Certa, porque o grid rígido e sua estrutura construtiva são marcas do racionalismo modernista, em choque com a lógica pós-modernista de experimentação e quebra de padrões.
Gabarito: E
Quando a identidade visual de uma publicação segue uma pegada pós-modernista, a lógica muda bastante. Em vez de obedecer rigidamente à ordem, à simetria e ao sistema fechado do modernismo, a proposta costuma brincar com ruptura, sobreposição, fragmentação, ruído visual e liberdade compositiva. É exatamente por isso que nomes como Wolfgang Weingart, April Greiman e David Carson aparecem sempre associados a experimentação tipográfica e quebra de padrões. Na prática, um briefing para esse tipo de projeto até pode definir conceito, contexto de mercado, tom de marca, cores e especificações de aplicação. Tudo isso continua importante. O que normalmente entra na lista do que deve ser descartado é a dependência de um grid rígido como estrutura obrigatória, porque isso é muito mais cara do design modernista do que do pós-modernismo. O grid, com colunas fixas, grade de ilustrações e paginação estritamente organizada, funciona como uma espécie de esqueleto racional da página. No pós-modernismo gráfico, principalmente na linha desses autores, esse esqueleto pode ser flexibilizado, tensionado ou até quebrado para gerar impacto, surpresa e irregularidade controlada. Por isso o gabarito é a alternativa E: ela descreve justamente o elemento mais associado à tradição modernista e racionalista, que a proposta pós-modernista quer relativizar ou abandonar. Em concurso, quando aparecer esse trio de autores, pense em anti-rigidez, experimentação e desconstrução visual. É quase o design dizendo: "hoje não vou me arrumar em fileira".