Após a Segunda Guerra Mundial, iniciou-se um grande crescimento econômico nos países industriais europeus, intensificando o processo que, atualmente, se define como globalização. Diante desse cenário, o design teve de se adaptar a novas condições, as quais previam
- A)a negligência de problemas de projeto demasiadamente complexos.
Errada, porque o período exigiu enfrentar problemas cada vez mais complexos, e não negligenciá-los.
- B)a adoção de métodos de configuração subjetivos, intuitivos e emocionais.
Errada, porque a tendência foi reforçar métodos racionais e objetivos, não substituir tudo por intuição e emoção.
- C)o abandono de métodos científicos nos processos de projeto.
Errada, porque o pós-guerra consolidou o uso de métodos científicos e analíticos no projeto.
- D)o desenvolvimento de um método único e restrito.
Errada, porque o design passou a admitir abordagens variadas, e não um método único e rígido.
- E)a compreensão do processo de design como um sistema de manipulação de informações.
Certa, porque o design passou a ser entendido como um sistema de tratamento e organização de informações para resolver problemas.
Gabarito: E
Depois da Segunda Guerra, a Europa industrial entrou numa fase de reconstrução e forte crescimento econômico. Isso aumentou a produção, a circulação de bens e a necessidade de organizar melhor produtos, sinais, embalagens e comunicações. Ou seja: o design deixou de ser só “dar forma bonita” e passou a lidar com problemas mais amplos, em escala industrial e social. Nesse contexto, ganhou força a ideia de que projetar é um processo racional, sistemático e baseado em informação. O designer precisa coletar dados, interpretar necessidades do usuário, comparar alternativas e transformar tudo isso em soluções visuais e funcionais. Por isso, o enunciado aponta para a compreensão do processo de design como um sistema de manipulação de informações. A alternativa correta é a letra E porque ela resume exatamente essa virada histórica: o design moderno e pós-guerra se aproxima de métodos analíticos, comunicação visual, ergonomia, semiótica e organização da informação. Em vez de improviso puro, o projeto passa a ser visto como decisão estruturada, com método e fluxo de informações. As demais alternativas seguem na contramão desse movimento, porque falam em abandono de ciência, subjetivismo extremo ou método único e restrito. Na prática, o design do período ficou mais plural e mais técnico, não menos.