Considere que uma Prefeitura Municipal adquiriu um bem com as seguintes características: - Data da aquisição e da entrada do bem em atividade: 01/07/2022 - Valor da aquisição: R$ 540.000,00 - Valor residual do bem: R$ 60.000,00 - Vida útil estimada: 10 (dez anos) Com base nas informações apresentadas, assinale o valor contábil líquido do bem em 31/12/2024:
- A)R$ 405.000,00.
Errada, porque o valor líquido informado fica acima do correto, o que indica cálculo de depreciação menor do que o devido.
- B)R$ 410.000,00.
Errada, porque ainda não considera toda a depreciação acumulada até 31/12/2024.
- C)R$ 420.000,00.
Certa, pois a depreciação acumulada até 31/12/2024 é de R$ 120.000,00, restando valor contábil líquido de R$ 420.000,00.
- D)R$ 425.000,00.
Errada, porque o valor contábil líquido não corresponde ao cálculo da depreciação proporcional do período.
Gabarito: C
Quando a prefeitura adquire um bem do ativo imobilizado, o valor contábil vai sendo reduzido pela depreciação ao longo da vida útil. A lógica é simples: primeiro você descobre a base depreciável, que é o valor de aquisição menos o valor residual. Aqui, a base é R$ 540.000,00 menos R$ 60.000,00, resultando em R$ 480.000,00. Depois, você divide essa base pela vida útil estimada. Em 10 anos, a depreciação anual fica em R$ 48.000,00. Como o bem entrou em atividade em 01/07/2022, em 2022 só houve depreciação por 6 meses. Então, em 2022, deprecia-se R$ 24.000,00. Em 2023 e 2024, a depreciação é integral: R$ 48.000,00 em cada ano. Somando tudo, temos R$ 24.000,00 + R$ 48.000,00 + R$ 48.000,00 = R$ 120.000,00 de depreciação acumulada até 31/12/2024. Assim, o valor contábil líquido do bem é R$ 540.000,00 - R$ 120.000,00 = R$ 420.000,00. Esse tratamento está alinhado ao CPC 27, que trata do ativo imobilizado e da depreciação pelo método sistemático durante a vida útil do ativo, e também à lógica aplicada na contabilidade pública ao registrar a variação patrimonial do bem ao longo do tempo.