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Contabilidade · FGV · 2025

Questão comentada de Contabilidade

Considere as informações a seguir acerca da firma XYZ. • Beta alavancado: 1,2 • Alavancagem financeira (razão passivo/patrimônio líquido): 60% • Alíquota de imposto de renda corporativo: 30% • Taxa livre de risco: 5% • Retorno da carteira de mercado: 12% A firma XYZ decide avaliar um investimento em um projeto de expansão, com alavancagem de 30% e custo da dívida igual a 8%. Dessa forma, o custo médio ponderado de capital (WACC) da firma é, aproximadamente:

Gabarito: B

O tema aqui mistura CAPM, alavancagem e WACC. Primeiro, voce não usa diretamente o beta alavancado da firma para o projeto, porque a estrutura de capital muda. Em problemas assim, a lógica correta é: desapalancar o beta da empresa, depois realavancar para a nova relação dívida/patrimônio do projeto, e só então achar o custo do capital próprio pelo CAPM. Depois disso, monta-se o WACC com os pesos da dívida e do patrimônio do próprio projeto. Pelo CAPM, custo do capital próprio = taxa livre de risco + beta x prêmio de mercado. O prêmio de mercado é 12% - 5% = 7%. Como a firma tinha beta alavancado de 1,2 e alavancagem financeira de 60% (D/E = 0,6), o beta sem dívida fica aproximadamente 1,2 / [1 + (1 - 0,30) x 0,6] = 0,845. Para o projeto, com D/E de 30%, o beta alavancado passa a cerca de 1,023, o que leva o custo do capital próprio a aproximadamente 12,16%. Agora entra o WACC. Se D/E = 30%, então D/V = 30/130 e E/V = 100/130. Com custo da dívida de 8% e imposto de renda de 30%, o custo da dívida após imposto é 8% x 0,7 = 5,6%. Fazendo a média ponderada: 76,9% x 12,16% + 23,1% x 5,6% = aproximadamente 10,62%. Por isso o gabarito é a letra B. Em concurso, a banca costuma cobrar essa sequência certinha: ajustar beta para a nova alavancagem, calcular o custo do capital próprio via CAPM e só então montar o WACC. Se você pula uma dessas etapas, o número final desanda rapidinho.

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