Uma sociedade empresária adquiriu computadores no exterior para os seus empregados. O preço pago foi equivalente a R$10.000 e os impostos para importação foram de R$2.000. Os mesmos computadores poderiam ser adquiridos no Brasil por R$16.000. A sociedade empresária espera utilizar os computadores durante cinco anos e vendê-los por valor equivalente a R$3.000. Assinale a opção que indica a despesa de depreciação anual dos computadores.
- A)R$1.800.
Certa, porque o custo depreciável é R$12.000 - R$3.000 = R$9.000, e R$9.000 dividido por 5 anos resulta em R$1.800 por ano.
- B)R$2.000.
Errada, porque ignora o valor residual e/ou usa base de cálculo inadequada para a depreciação.
- C)R$2.400.
Errada, porque superestima a despesa anual ao usar uma base maior do que o custo depreciável correto.
- D)R$3.200.
Errada, porque utiliza um valor de depreciação acima do que decorre do custo de aquisição e do valor residual.
- E)R$3.600.
Errada, porque dobra aproximadamente a despesa correta, como se o valor residual ou parte do custo fossem desconsiderados.
Gabarito: A
Na depreciação, você começa pelo custo do ativo, e não pelo valor que ele teria se fosse comprado no Brasil. Aqui, o custo de aquisição inclui o preço pago no exterior (R$10.000) mais os impostos de importação (R$2.000), porque esses gastos foram necessários para colocar os computadores em condição de uso. Isso está alinhado ao CPC 27 e ao IAS 16: custo do imobilizado inclui preço de compra e tributos de importação não recuperáveis. Depois, você tira o valor residual, que é o quanto a empresa espera receber na venda ao final da vida útil. No enunciado, esse valor é R$3.000. Então o valor depreciável é R$12.000 - R$3.000 = R$9.000. Como a vida útil estimada é de cinco anos, a despesa anual de depreciação será R$9.000 / 5 = R$1.800. Simples assim: custo certo, menos residual, dividido pela vida útil. A matemática contábil às vezes parece chata, mas ela gosta de aparecer em prova com cara de armadilha. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O detalhe decisivo é não usar o preço de R$16.000 como base, porque ele é apenas um valor de referência do mercado interno, não o custo efetivo do ativo adquirido.