Em dezembro de 2024, uma sociedade empresária recomprou suas próprias ações, que estavam com terceiros, para mantê-las em tesouraria. A contrapartida da diminuição em Disponibilidades é reconhecida como um(a)
- A)aumento no patrimônio líquido.
Errada, porque a recompra de ações próprias não aumenta o patrimônio líquido; ela o reduz, pois as ações em tesouraria são conta redutora do PL.
- B)aumento em investimentos.
Errada, porque ações em tesouraria não são registradas como investimentos no ativo, mas sim como dedução do patrimônio líquido.
- C)diminuição no patrimônio líquido.
Certa, pois a saída de disponibilidades na recompra de ações próprias contrapartida-se com redução do patrimônio líquido.
- D)diminuição em investimentos.
Errada, porque não há classificação dessa operação como investimento no ativo, já que a companhia está recomprando suas próprias ações.
- E)diminuição em financiamentos.
Errada, pois a recompra de ações não representa operação de financiamento; ela afeta diretamente o patrimônio líquido.
Gabarito: C
Quando a empresa recompra as próprias ações para mantê-las em tesouraria, ela não está fazendo um novo investimento nem gerando um ativo novo. Na prática, ela está apenas retirando ações do mercado e usando caixa para isso. O efeito contábil aparece no patrimônio líquido, como uma redução, porque essas ações próprias são tratadas como conta redutora do PL. Pela lógica da Lei 6.404/1976, as ações em tesouraria não podem ser classificadas como investimento no ativo. Elas ficam destacadas no patrimônio líquido, diminuindo o valor líquido dos recursos dos sócios. É por isso que a saída de Disponibilidades tem como contrapartida uma diminuição no patrimônio líquido. A ideia é simples: saiu dinheiro da empresa e, em troca, não entrou um ativo que gere benefício econômico futuro. Entrou apenas uma recomposição societária. Em termos de balanço, isso reduz o PL, porque a companhia passou a deter suas próprias ações, que são deduzidas do patrimônio líquido. Então, o gabarito C está correto porque a recompra de ações para tesouraria gera baixa de caixa e registro redutor no patrimônio líquido, e não aumento de ativo. É aquele tipo de lançamento que parece inocente, mas dá uma boa mexida na estrutura patrimonial.