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Contabilidade · FGV · 2025

Questão comentada de Contabilidade

Uma empresa industrial trabalha com a produção de produtos de beleza. Em dezembro de 2024, a empresa foi acionada na justiça por seus empregados por conta de atraso no pagamento de benefícios. Eles pediam R$ 50.000 na justiça. Os advogados da fábrica julgaram que a perda era provável e estimavam que a causa seria julgada e finalizada em 2025. O valor deve ser reconhecido como

Gabarito: C

Quando a empresa sofre uma ação judicial com perda provável e valor estimável, ela não fica esperando o fim do processo para “fingir surpresa” no ano seguinte. Pela lógica do CPC 25, a provisão deve ser reconhecida no momento em que surge a obrigação presente, quando a saída de recursos é provável e o valor pode ser estimado com confiabilidade. Aqui, o fato gerador aconteceu em dezembro de 2024: o processo já existia, os advogados avaliaram a perda como provável e ainda houve estimativa de valor. Então o reconhecimento contábil deve ocorrer em 2024, pelo regime de competência, porque a obrigação nasceu nesse exercício, mesmo que o julgamento termine só em 2025. E por que isso vai para despesa? Porque se trata de uma penalidade/contingência trabalhista ligada a um atraso no pagamento de benefícios, isto é, um gasto que não integra o custo de produção do produto de beleza. Custo é o que ajuda a fabricar; despesa é o que consome recursos para suportar a operação ou cumprir obrigações fora da produção. A banca quer que você faça a separação clássica: contingência passiva provável e mensurável gera provisão em despesa no período da ocorrência. Base normativa: CPC 25 (Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes), em linha com a regra de reconhecimento de provisões quando a obrigação for presente, provável e estimável.

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