No primeiro trimestre de 2025, uma sociedade empresária do setor industrial apresentou um expressivo aumento de caixa. A Demonstração dos Fluxos de Caixa da sociedade empresária indicava que o aumento foi ocasionado pela atividade de investimento. Uma possível causa para o aumento é um(a)
- A)emissão de debêntures.
Errada, porque emissão de debêntures é captação de recursos e entra como atividade de financiamento.
- B)emissão e venda de ações.
Errada, porque emissão e venda de ações também representa aporte de sócios, logo é financiamento.
- C)aumento de capital social em dinheiro.
Errada, porque aumento de capital social em dinheiro é entrada de caixa por financiamento, não por investimento.
- D)recebimentos de caixa decorrentes de royalties.
Errada, porque recebimentos de royalties tendem a ser classificados como fluxo operacional na DFC, e não como investimento.
- E)recebimento de caixa pela amortização de empréstimo concedido a terceiros.
Certa, porque o recebimento da amortização de empréstimo concedido a terceiros é fluxo de caixa de investimento, conforme o CPC 03 (R2).
Gabarito: E
A DFC separa os fluxos de caixa em atividades operacionais, de investimento e de financiamento. A ideia é simples: operacional é o que gira a empresa no dia a dia; investimento é compra e venda de ativos de longo prazo e aplicações em terceiros; financiamento é a captação de recursos com sócios e credores. No caso da questão, o enunciado diz que o aumento de caixa veio da atividade de investimento. Então a pista decisiva é procurar uma entrada de caixa ligada a ativo não circulante ou a operações de concessão de recursos a terceiros. É exatamente isso que acontece quando a empresa recebe de volta um empréstimo que tinha concedido a terceiros. Pelo CPC 03 (R2), os fluxos de caixa provenientes de recebimentos de principal de empréstimos concedidos a terceiros são classificados como atividades de investimento. Não é financiamento, porque a empresa não está captando recursos para si; ela está recuperando um valor que saiu antes como aplicação/investimento financeiro em terceiro. Por isso, o gabarito é a letra E. As outras alternativas têm cara de captação de recursos próprios ou receita operacional, mas não de investimento. Em concurso, a FGV adora essa troca de “entrada de caixa” com “origem da entrada de caixa”: parece tudo caixa, mas a classificação muda totalmente.