Em 2024, uma sociedade empresária reconheceu receita com prestação de serviços de R$ 1.000.000. Do valor, 30% foi recebido em 2024, 60% tem prazo de recebimento previsto para 2025, e 10% tem prazo de recebimento previsto para 2026. A sociedade empresária estima inadimplência de 4%. Em 2024, a sociedade empresária reconheceu como Despesa com Perdas Estimadas para Crédito de Liquidação Duvidosa, na Demonstração do Resultado, o seguinte montante:
- A)R$ 4.000.
Errada, porque R$ 4.000 corresponderia a 4% de apenas R$ 100.000, valor que não representa o saldo a receber da operação.
- B)R$ 24.000.
Errada, pois R$ 24.000 não resulta da aplicação da taxa de inadimplência sobre o montante efetivamente pendente de recebimento.
- C)R$ 28.000.
Certa, porque a PECLD deve ser calculada sobre os R$ 700.000 a receber, e 4% disso gera R$ 28.000.
- D)R$ 36.000.
Errada, porque R$ 36.000 não corresponde ao percentual de 4% aplicado ao saldo de contas a receber informado.
- E)R$ 40.000.
Errada, já que R$ 40.000 seria o resultado de aplicar 4% sobre R$ 1.000.000, ignorando que 30% já foi recebido.
Gabarito: C
Aqui a lógica é simples: a despesa com Perdas Estimadas para Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD) é calculada sobre o valor que ficou a receber, não sobre o que já entrou no caixa. Em outras palavras, você olha para a parte do serviço vendido que virou contas a receber e aplica nela a estimativa de inadimplência. Na questão, a sociedade reconheceu receita de R$ 1.000.000, mas recebeu apenas 30% em 2024. Então, 70% ficou pendente de recebimento, isto é, R$ 700.000. Sobre esse saldo a receber, aplica-se a taxa estimada de inadimplência de 4%. Fazendo a conta: R$ 700.000 x 4% = R$ 28.000. Esse é o valor que vai para a DRE como despesa com PECLD em 2024. A banca FGV gosta de testar exatamente isso: confundir receita total com saldo a receber, como se caixa e competência fossem a mesma coisa. Spoiler: não são. O raciocínio também está alinhado ao regime de competência e ao tratamento contábil das perdas esperadas sobre créditos, em linha com a prática contábil aplicada às contas a receber. Então, o gabarito C está correto porque a despesa deve refletir 4% do valor ainda não recebido, e não dos R$ 1.000.000 integrais.