Uma entidade deprecia os seus ativos imobilizados com base no método da linha reta. Em 01/01/2022, a entidade adquiriu de terceiros um veículo usado, fabricado em 2020, por R$40.000 para ser utilizado no deslocamento de seus empregados. Na data, a entidade esperava utilizar o veículo por cinco anos e vende-lo por R$10.000. Em 31/01/2024, a entidade vendeu o veículo por R$35.000. Assinale a opção que indica o resultado obtido com a venda.
- A)R$3.929,00.
Errada, porque o ganho não é de R$3.929,00; esse valor não decorre do cálculo da depreciação mensal e do valor contábil na data da venda.
- B)R$7.500,00.
Certa, porque o veículo teve valor contábil de R$27.500,00 na venda e foi vendido por R$35.000,00, gerando ganho de R$7.500,00.
- C)R$11.667,00.
Errada, porque R$11.667,00 não corresponde nem ao valor contábil do veículo nem ao resultado da alienação.
- D)R$13.929,00.
Errada, porque R$13.929,00 resulta de um raciocínio incompatível com a depreciação linear e com o tempo efetivo de uso.
- E)R$17.500,00.
Errada, porque esse valor não bate com a diferença entre o preço de venda e o valor contábil na data da baixa.
Gabarito: B
Na depreciação pelo método linear, o cálculo é bem direto: você pega o valor depreciável e divide pela vida útil. Aqui, o valor depreciável é R$40.000 - R$10.000 = R$30.000. Como a vida útil era de 5 anos, a depreciação anual é de R$6.000, ou R$500 por mês. O ponto-chave da questão é que o veículo foi comprado em 01/01/2022 e vendido em 31/01/2024. Então ele ficou 25 meses na entidade, gerando depreciação de 25 x R$500 = R$12.500. O valor contábil na venda era, portanto, R$40.000 - R$12.500 = R$27.500. Na venda por R$35.000, o resultado é ganho de R$7.500, porque o valor recebido foi maior que o valor contábil. Em termos contábeis, a lógica é a do CPC 27 (Ativo Imobilizado): a depreciação começa quando o ativo está disponível para uso e vai até a baixa do bem. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A conta aqui é simples, mas a banca adora esconder o detalhe do período em meses para ver se voce cai na armadilha do cálculo anual apressado.