Em 01/11/2024, uma sociedade empresária localizada em Cuiabá adquiriu, de um fornecedor em Salvador, uma máquina para utilizar em seu negócio por R$ 50.000. Se a máquina tivesse sido adquirido em Cuiabá, teria custado R$ 54.000. A sociedade empresária pagou R$ 3.000 pelo frete e R$ 2.000 pelo seguro do transporte. Além disso, a vida útil foi estimada em dez anos. Assinale a opção que indica a despesa anual de depreciação da máquina, considerando que a sociedade empresária deprecia os seus ativos imobilizados de acordo com o método da linha reta:
- A)R$ 5.000.
Errada, porque ignora os custos diretamente atribuíveis ao ativo e ainda subavalia a base de depreciação.
- B)R$ 5.200.
Errada, pois não corresponde ao custo total da máquina dividido pela vida útil.
- C)R$ 5.300.
Errada, porque o valor não resulta nem do preço de compra com um ajuste parcial nem do total correto.
- D)R$ 5.400.
Errada, pois ainda não alcança o custo contábil correto da máquina para depreciação.
- E)R$ 5.500.
Certa, porque o custo total é R$ 55.000 e, em linha reta por 10 anos, a depreciação anual é R$ 5.500.
Gabarito: E
Para achar a depreciação, primeiro você precisa definir o custo do ativo imobilizado. Pela regra do CPC 27, entram no custo de aquisição não só o preço pago, mas também os gastos diretamente atribuíveis para colocar a máquina em condições de uso, como frete e seguro do transporte. Ou seja, aqui o valor contábil inicial não é só R$ 50.000, porque a máquina ainda teve R$ 3.000 de frete e R$ 2.000 de seguro para chegar funcionando no negócio. Então, o custo total da máquina é R$ 55.000. A observação de que ela custaria R$ 54.000 se fosse comprada em Cuiabá é uma distração clássica: o que vale para o registro contábil é o custo efetivamente incorrido na aquisição e colocação em operação, não um preço hipotético de outra localidade. Como a vida útil foi estimada em 10 anos e o método é o da linha reta, a despesa anual de depreciação é simplesmente custo dividido pela vida útil: R$ 55.000 ÷ 10 = R$ 5.500 por ano. Portanto, o gabarito é a alternativa E. Esse é exatamente o raciocínio que a FGV gosta: misturar preço de compra, custos acessórios e um dado irrelevante para ver se você separa custo contábil de informação de enfeite.