A Cia Lua atua no setor de comércio de relógios e tem 20 empregados. Todos os anos, na primeira semana de janeiro, a empresa contrata uma equipe de médicos para ir ao escritório realizar exames de rotina em seus empregados. Em janeiro de 2025, os gastos com os médicos foram de R$ 6.000,00. Do valor, 20% são pagos pelos empregados, enquanto o restante é pago pela empresa. O impacto do atendimento médico na Demonstração do Resultado da Cia Lua em janeiro de 2025, de acordo com o Regime de Competência, foi de
- A)-R$ 400,00.
Errada, porque R$ 400,00 não corresponde à parcela suportada pela empresa nem ao impacto total do gasto.
- B)-R$ 500,00.
Errada, porque R$ 500,00 não tem relação com os 80% do custo que cabem à companhia.
- C)-R$ 4.800,00.
Certa, porque a empresa suporta 80% de R$ 6.000,00, isto é, R$ 4.800,00, que é a despesa reconhecida na DRE.
- D)-R$ 6.000,00.
Errada, porque R$ 6.000,00 é o custo total do serviço, mas 20% foi pago pelos empregados e não impacta a DRE da empresa nessa parcela.
Gabarito: C
Na DRE, o que entra como despesa é aquilo que realmente pesa para a empresa, seguindo o regime de competência. Aqui, os exames custaram R$ 6.000,00, mas 20% desse valor foi pago pelos próprios empregados. Então, essa parte não vira despesa da Cia Lua, porque não foi suportada por ela. Fazendo a conta sem drama: 80% de R$ 6.000,00 = R$ 4.800,00. Esse é o valor que a empresa efetivamente reconhece como despesa com exames médicos em janeiro de 2025. Na DRE, o impacto é negativo, porque despesa reduz o resultado. Em prova, a FGV costuma cobrar essa lógica simples: regime de competência não significa jogar tudo na despesa da empresa só porque o gasto aconteceu. Você precisa separar a parcela que é da entidade da parcela que foi arcada por terceiros. Por isso, o gabarito é a letra C: o impacto na Demonstração do Resultado foi de -R$ 4.800,00.