Uma sociedade empresária, que atua no setor industrial, adota o Custeio Variável internamente, para avaliar os seus estoques. No entanto, evidencia de suas demonstrações contábeis de acordo com o Custeio por Absorção. Ao realizar os ajustes na informação produzida pelo Custeio Variável para a apresentação pelo Custeio por Absorção, a sociedade empresária deve
- A)aumentar o valor dos estoques, no balanço patrimonial.
Correta, porque no Custeio por Absorção os estoques passam a incluir também os custos fixos de produção, elevando seu valor no balanço.
- B)aumentar o saldo de disponibilidades, no balanço patrimonial.
Errada, porque o ajuste entre custeio variável e absorção afeta estoques e resultado, não o caixa ou as disponibilidades.
- C)aumentar as despesas, na demonstração do resultado.
Errada, porque o ajuste não aumenta despesas; ao contrário, parte dos custos deixa de ser despesa imediata e pode ir para o estoque.
- D)diminuir o lucro líquido, na demonstração do resultado.
Errada, porque, em regra, a passagem para o custeio por absorção tende a reduzir despesas do período e não o lucro líquido, quando há formação de estoque.
- E)diminuir o custo das mercadorias vendidas, na demonstração do resultado.
Errada, porque o tema não é custo das mercadorias vendidas, e sim a inclusão de custos fixos de fabricação no valor dos estoques e a repercussão no resultado.
Gabarito: A
No Custeio Variável, só os custos variáveis de produção entram no valor do estoque. Já no Custeio por Absorção, o estoque precisa carregar também a parcela dos custos fixos de fabricação, porque todo custo de produção é absorvido pelo produto. Em linguagem de prova: o que estava “fora” do estoque no variável passa a ser “dentro” no absorção. Por isso, ao ajustar a informação do Custeio Variável para apresentar demonstrações pelo Custeio por Absorção, a empresa tende a aumentar o valor dos estoques no balanço patrimonial. Isso acontece porque uma parte dos custos fixos de produção que antes foi tratada como despesa do período passa a compor o ativo circulante, se houver unidades em estoque. Na prática, esse ajuste também costuma elevar o lucro contábil do período quando há aumento de estoques, já que parte dos custos fixos “fica armazenada” no balanço em vez de ir integralmente para o resultado. Se o estoque diminui, ocorre o efeito inverso. A lógica decorre do conceito de Custeio por Absorção, que é o método aceito para fins societários e fiscais no Brasil, em linha com a doutrina contábil e com a sistemática da Lei 6.404/1976.