Em relação à mensuração do valor justo, analise os elementos a seguir: I. ativos II. passivos III. receitas IV. despesas De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 46- Mensuração do Valor Justo, a mensuração do valor justo destina-se a
- A)I e II, somente.
Correta, porque o CPC 46 destina a mensuração do valor justo a ativos e passivos, e não a receitas e despesas.
- B)III e IV, somente.
Errada, porque receitas e despesas não são o objeto direto da mensuração do valor justo no CPC 46.
- C)I e III, somente.
Errada, porque inclui receitas, mas deixa de fora passivos, que também são mensurados a valor justo.
- D)II e IV, somente.
Errada, porque inclui despesas, mas ignora ativos, que são um dos focos centrais do CPC 46.
- E)I, II, III e IV.
Errada, porque a norma não se aplica indistintamente a todos esses elementos ao mesmo tempo.
Gabarito: A
O CPC 46 trata da mensuração do valor justo como uma técnica de avaliação baseada no preço de saída, isto é, no valor pelo qual um ativo seria vendido ou um passivo transferido em uma transação ordenada entre participantes do mercado na data de mensuração. Repare no foco: a norma mira diretamente ativos e passivos, porque é sobre eles que se calcula o valor justo. Na prática, isso significa que o valor justo não foi criado para mensurar, por si só, receitas e despesas. Esses itens aparecem depois, como reflexo contábil de variações em ativos e passivos mensurados a valor justo, mas não são o objeto direto da definição do CPC 46. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O enunciado pede exatamente quais elementos são destinatários da mensuração do valor justo segundo o CPC 46, e a resposta correta é ativos e passivos, somente. Receitas e despesas ficam fora dessa lista, embora possam ser afetadas pelos efeitos da mensuração. Em linguagem de prova: valor justo é para medir posição patrimonial, não desempenho em si. A banca costuma explorar essa distinção com carinho de quem sabe que o candidato vai tropeçar no detalhe.