Em 2022, uma entidade tinha o seu desempenho financeiro analisado com base no Retorno sobre o Investimento. Em 2023, a administração da entidade determinou que o seu desempenho passasse a ser avaliado com base no EVA (Valor Econômico Agregado). Uma vantagem dessa substituição é a incorporação, na avaliação,
- A)do custo de oportunidade.
Certa: o EVA incorpora o custo de oportunidade do capital, avaliando se a empresa realmente criou valor econômico.
- B)das receitas operacionais.
Errada: receitas operacionais já aparecem em medidas de resultado, mas não são a vantagem específica do EVA sobre o ROI.
- C)das despesas operacionais.
Errada: despesas operacionais integram o resultado, porém não representam o diferencial conceitual do EVA.
- D)das receitas financeiras.
Errada: receitas financeiras não são o foco do EVA, que se concentra na remuneração do capital empregado.
Gabarito: A
O ROI (Retorno sobre o Investimento) mostra quanto a entidade ganhou em relação ao capital investido. Ele é útil, mas tem um detalhe importante: pode dar a impressão de que basta lucrar bem, mesmo que o ganho não cubra o custo do capital empregado. Aí entra o EVA (Valor Econômico Agregado), que vai um passo além e pergunta: "depois de remunerar todo o capital, ainda sobrou valor?". Na prática, o EVA mede riqueza gerada acima do custo de oportunidade do capital. Ou seja, ele não olha só para o lucro contábil, mas para o custo de usar o dinheiro dos sócios e de terceiros na operação. Se o resultado for positivo, a empresa criou valor; se for negativo, destruiu valor, mesmo que tenha apresentado lucro. Por isso, a vantagem da substituição do ROI pelo EVA é justamente incorporar o custo de oportunidade na avaliação. Isso é bem alinhado à lógica de criação de valor econômico, muito cobrada em provas de contabilidade gerencial e finanças. Em termos doutrinários, o EVA é calculado com base no lucro operacional após impostos menos o encargo do capital empregado. Então, o gabarito é a letra A: o EVA melhora a análise porque não se contenta com o "ganhei alguma coisa"; ele quer saber se o ganho superou o que esse capital poderia render em outra aplicação. É o tipo de índice que faz a administração encarar a realidade sem maquiagem contábil.