Conforme NBC TSP 12, “Ganhos e perdas não realizados resultantes de mudanças nas taxas de câmbio de moedas estrangeiras não são fluxos de caixa”. Porém existe uma variação resultante nas alterações da taxa de câmbio que influencia o caixa da entidade. Essa variação deve ser apresentada
- A)nas notas explicativas.
Errada, porque a NBC TSP 12 não limita essa evidenciação às notas explicativas; o efeito cambial que altera o caixa deve aparecer na própria demonstração dos fluxos de caixa.
- B)Junto com as atividades não operacionais.
Errada, pois a norma não usa a classificação de atividades não operacionais na DFC e o efeito cambial não deve ser jogado nesse grupo.
- C)separada dos fluxos de caixa das atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
Certa, porque a variação cambial que afeta o caixa deve ser apresentada separadamente dos fluxos operacionais, de investimento e de financiamento.
- D)separada dos fluxos de caixa das atividades não operacionais,
Errada, porque a NBC TSP 12 não prevê a rubrica 'atividades não operacionais' para esse tipo de apresentação na DFC.
- E)Junto com os fluxos de caixa das atividades não operacionais de investimento e de financiamento.
Errada, porque o efeito cambial não é agrupado com fluxos de investimento e financiamento, mas exibido em linha própria e separada.
Gabarito: C
A NBC TSP 12 trata da Demonstração dos Fluxos de Caixa e deixa claro um ponto importante: ganhos e perdas cambiais não realizados não são fluxo de caixa, porque não representam entrada ou saída efetiva de dinheiro. Pense assim: caixa é dinheiro andando, não é só a conta mudando de valor no papel. Mas existe um efeito cambial que, sim, mexe com o caixa da entidade: a variação na taxa de câmbio sobre saldos de caixa e equivalentes mantidos em moeda estrangeira. Esse efeito precisa aparecer de forma destacada na DFC, para que o usuário consiga conciliar o caixa inicial com o caixa final sem misturar moeda com movimento real de caixa. É exatamente por isso que o gabarito é a letra C. A NBC TSP 12 determina que o efeito das variações cambiais sobre o caixa e equivalentes de caixa seja apresentado separadamente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, de investimento e de financiamento. Ou seja, ele não entra “dentro” de nenhuma dessas três áreas, porque não é fluxo gerado por operação, investimento ou financiamento em si. Na prática, a lógica é simples: se a mudança veio só do câmbio, ela fica em linha própria. Isso evita distorção e mantém a demonstração limpa, como a banca gosta de cobrar quando quer misturar conceito contábil com leitura cuidadosa do texto normativo.