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Contabilidade · FGV · 2024

Questão comentada de Contabilidade

Sobre o reconhecimento e mensuração da perda por redução ao valor recuperável do ativo gerador de caixa, existem algumas restrições a serem seguidas. Uma delas se refere a perda por redução ao valor recuperável para unidade geradora de caixa. Neste caso, só pode ser reconhecida se o valor recuperável da unidade for

Gabarito: C

No teste de recuperabilidade, a lógica é simples: primeiro você compara o valor contábil do ativo com o seu valor recuperável. Se o valor recuperável for menor, aparece uma perda por redução ao valor recuperável, que ajusta o ativo para baixo. Se o valor recuperável for maior ou igual ao valor contábil, não há perda a reconhecer, porque o ativo ainda está “se pagando” dentro da contabilidade. Para unidade geradora de caixa, a regra segue a mesma ideia. A unidade só reconhece impairment quando o valor recuperável dela fica abaixo do valor contábil da unidade. É exatamente essa a condição indicada na CPC 01 (R1), alinhada ao IAS 36, que trata da redução ao valor recuperável de ativos. Perceba o detalhe que a banca gosta: valor recuperável não é o valor justo, nem o valor em uso isoladamente. Ele é o maior entre o valor em uso e o valor justo líquido de despesas de venda. Então, antes de pensar em perda, você compara esse “maior dos dois” com o valor contábil. Por isso o gabarito é a letra C: a perda só pode ser reconhecida quando o valor recuperável da unidade geradora de caixa for menor do que o seu valor contábil. Se for maior, nada de impairment - a contabilidade segue em paz.

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