A depreciação de um ativo é a diminuição do seu valor ao longo do tempo devido ao uso, desgaste ou avanço da tecnologia. Considerando o método de depreciação linear, imagine que um novo equipamento da empresa XYZ foi avaliado em R$1.900.000,00, com uma vida útil prevista de 7 anos e um valor residual de R$150.000,00, sem levar em conta os efeitos da correção monetária devido à inflação. Assinale a opção que apresenta o valor contábil do equipamento ao final do terceiro ano de uso.
- A)R$1.150.000,00
Correta: o valor depreciável é R$ 1.750.000,00, a depreciação anual é R$ 250.000,00 e, após 3 anos, o valor contábil fica em R$ 1.150.000,00.
- B)R$900.000,00
Errada: esse valor não corresponde ao custo após 3 anos de depreciação linear, porque ignora parte da depreciação acumulada.
- C)R$750.000,00
Errada: esse número se aproxima do valor residual ou de um raciocínio incompleto, mas não é o valor contábil após 3 anos.
- D)R$650.000,00
Errada: o valor contábil não cai até esse patamar em apenas 3 anos, pois a depreciação anual é de R$ 250.000,00.
- E)R$1.400.000,00
Errada: esse valor não considera a depreciação acumulada de 3 anos, então permanece alto demais.
Gabarito: A
Na depreciação linear, a lógica é simples: o custo depreciável do bem é dividido igualmente ao longo da vida útil. Primeiro, você tira o valor residual do valor de aquisição, porque esse pedaço não entra na conta da depreciação. Depois, reparte o restante pelos anos de uso previstos. No caso da questão, o equipamento custou R$ 1.900.000,00 e tem valor residual de R$ 150.000,00, então o valor depreciável é R$ 1.750.000,00. Agora vem a parte mecânica, e a FGV adora essa tranquilidade aparente: R$ 1.750.000,00 dividido por 7 anos dá uma depreciação anual de R$ 250.000,00. Em 3 anos, a depreciação acumulada será de R$ 750.000,00. Para achar o valor contábil ao fim do terceiro ano, basta subtrair a depreciação acumulada do valor inicial: R$ 1.900.000,00 - R$ 750.000,00 = R$ 1.150.000,00. É exatamente o que indica o gabarito A. Na prática contábil, isso está alinhado com a ideia de mensuração do ativo imobilizado pelo custo menos depreciação acumulada e perdas por redução ao valor recuperável, conforme a lógica do CPC 27 e da Lei 6.404/1976.