Uma sociedade empresária foi constituída em 02/01/2024. Na data, os sócios integralizaram R$200.000 em capital social, em dinheiro. Em 10/02/2024, a sociedade empresária adquiriu terrenos para o seu funcionamento por R$120.000, para pagamento em 12 parcelas iguais, sendo a primeira em fevereiro. Assinale a opção que indica a(s) variação(ões) no balanço patrimonial da sociedade empresária em fevereiro de 2024.
- A)Aumento no ativo: R$120.000.
Errada, porque a compra do terreno foi a prazo, então não afeta só o ativo: também gera obrigação no passivo.
- B)Aumento no ativo: R$110.000; Aumento no Passivo: R$110.000.
Certa, porque o terreno aumenta o ativo em R$ 120.000 e, após o pagamento da primeira parcela, o passivo fica aumentado em R$ 110.000.
- C)Aumento no ativo: R$120.000; Aumento no Passivo: R$120.000.
Errada, porque o passivo não permanece em R$ 120.000 no fim de fevereiro, já que houve pagamento de uma parcela.
- D)Aumento no ativo: R$110.000; Aumento no Patrimônio Líquido: R$110.000.
Errada, porque a operação não gera aumento de patrimônio líquido, e sim de ativo e passivo.
- E)Aumento no ativo: R$120.000; Aumento no Patrimônio Líquido: R$120.000.
Errada, porque o terreno não aumenta o patrimônio líquido; a contrapartida inicial da compra é uma obrigação no passivo.
Gabarito: B
Em balanço patrimonial, o que importa é reconhecer os fatos no momento em que eles acontecem, e não só quando o dinheiro sai do caixa. Quando a empresa compra um terreno, o ativo imobilizado aumenta pelo valor do bem adquirido. Se a compra foi a prazo, surge também uma obrigação no passivo, porque a empresa passou a dever ao fornecedor. Aqui tem um detalhe que a FGV adora: a aquisição foi por R$ 120.000, em 12 parcelas iguais. Então, no momento da compra, nasce um passivo de R$ 120.000. Mas como a primeira parcela foi paga já em fevereiro, esse passivo cai em R$ 10.000 no mesmo mês. Resultado líquido de fevereiro: o ativo aumenta em R$ 120.000, porque o terreno entrou no patrimônio. O passivo, por sua vez, fica com aumento final de R$ 110.000, que é o saldo da dívida após o pagamento da primeira parcela. Esse raciocínio está alinhado ao regime de competência e aos critérios de reconhecimento da contabilidade societária, como no CPC 00 (Estrutura Conceitual) e no CPC 27 (Imobilizado), que tratam do reconhecimento do ativo e da obrigação correspondente.