Em 01/01/2022, uma entidade adquiriu portas para as salas de seu escritório por R$80.000. O frete para as portas chegarem ao escritório e a instalação custaram, respectivamente, R$1.000 e R$4.000. Além disso, a entidade conseguiu vender as portas antigas, que já haviam sido totalmente depreciadas, por R$8.000. A entidade estimou que usaria as portas durante 10 anos e as doaria. Assinale a opção que indica a despesa de depreciação anual das portas, considerando que a entidade utiliza o método da linha reta para depreciar os seus ativos imobilizados.
- A)R$7.700.
Errada, porque subtrai indevidamente o valor obtido com a venda das portas antigas da base de depreciação das novas portas.
- B)R$8.000.
Errada, porque desconsidera o frete e a instalação, que integram o custo do imobilizado.
- C)R$8.100.
Errada, porque ainda não chega ao custo correto: faltou incluir um dos gastos diretamente atribuíveis ou houve abatimento indevido.
- D)R$8.500.
Certa, porque o custo depreciável é R$85.000 e, dividindo por 10 anos pelo método linear, chega-se a R$8.500 ao ano.
- E)R$9.300.
Errada, porque supera o custo total depreciável informado, sem base no enunciado.
Gabarito: D
Na depreciação pelo método da linha reta, a conta é simples: você pega o custo do ativo depreciável, divide pela vida útil estimada e pronto. O custo do imobilizado inclui o preço de compra e os gastos diretamente atribuíveis para deixar o bem em condições de uso, como frete e instalação. Aqui, então, entram R$80.000 + R$1.000 + R$4.000, totalizando R$85.000. O ponto importante é não misturar a venda das portas antigas com o custo das novas. Como as portas antigas já estavam totalmente depreciadas, o valor recebido na venda não reduz o custo das novas portas. Esse dinheiro entra como ganho na alienação do imobilizado, e não como abatimento do custo depreciável do novo bem. Assim, a base de depreciação é R$85.000 e a vida útil é de 10 anos. Logo, a despesa anual de depreciação é R$8.500 por ano. É a resposta da alternativa D. Base normativa: CPC 27 (Ativo Imobilizado), especialmente a regra de que o custo do ativo inclui gastos diretamente atribuíveis para colocá-lo em condição de funcionamento, e que a depreciação deve ser calculada sobre o valor depreciável ao longo da vida útil.