Uma empresa divulgou o mesmo lucro líquido em X1 e X2 de R$ 200.000. O ativo total aumentou em R$ 50.000, de R$ 2.400.000 para R$ 2.450.000. As receitas avançaram em R$ 400.000, de R$ 1.800.000 para R$ 2.200.000. Considerando as informações apresentadas, de X1 para X2:
- A)o giro do ativo diminuiu;
Errada, porque o giro do ativo (receitas/ativo total) aumentou de X1 para X2, já que as receitas cresceram proporcionalmente mais que o ativo.
- B)o endividamento diminuiu;
Errada, porque o enunciado não informa passivo ou patrimônio líquido suficientes para concluir sobre endividamento.
- C)a liquidez corrente aumentou;
Errada, porque não há dados de ativo circulante e passivo circulante para calcular liquidez corrente.
- D)a rentabilidade do ativo diminuiu;
Certa, porque o lucro líquido ficou igual e o ativo total aumentou, fazendo a rentabilidade do ativo cair de um ano para o outro.
- E)a margem operacional aumentou.
Errada, porque a margem operacional não pode ser afirmada como aumentada só com a informação de receita maior e lucro líquido igual.
Gabarito: D
Quando você analisa a DRE e o BP juntos, o segredo é olhar os índices de desempenho e de estrutura. Aqui, o lucro líquido ficou igual nos dois anos, mas o ativo total aumentou. Isso já acende a luz: se o denominador cresce e o numerador não muda, a rentabilidade tende a cair. A conta é simples: rentabilidade do ativo = lucro líquido / ativo total. Em X1, foi 200.000 / 2.400.000 = 8,33%; em X2, foi 200.000 / 2.450.000 = 8,16%. Ou seja, houve redução da rentabilidade do ativo. As receitas até cresceram bastante, de 1.800.000 para 2.200.000, mas isso não garante melhora de margem ou de retorno, porque o lucro ficou parado. Se a receita sobe e o lucro não acompanha, a empresa está vendendo mais, mas sem transformar esse avanço em ganho final. É aquele caso em que o faturamento faz barulho, mas o resultado final não sorri junto. Por isso, o gabarito é a letra D. A lógica financeira é a mesma que a doutrina usa nos indicadores: comparar numerador e denominador ao longo do tempo para ver se a eficiência econômica melhorou ou piorou. Aqui, com lucro constante e ativo maior, a eficiência de gerar lucro com os ativos caiu.