Uma entidade organiza os eventos em sua contabilidade por natureza de gasto, conforme a entrada e a saída de dinheiro em caixa. Essa organização se assemelha à elaboração da seguinte demonstração contábil:
- A)Balanço Patrimonial.
Errada, porque o Balanço Patrimonial mostra posição patrimonial em determinada data, e não a movimentação de entradas e saídas de caixa.
- B)Demonstração do Resultado do Exercício.
Errada, porque a Demonstração do Resultado do Exercício apura lucro ou prejuízo por competência, e não pela entrada e saída de dinheiro.
- C)Demonstração dos Fluxos de Caixa- método direto.
Certa, porque o método direto da DFC evidencia os recebimentos e pagamentos de caixa de forma bruta, exatamente como descrito no enunciado.
- D)Demonstração dos Fluxos de Caixa- método indireto.
Errada, porque o método indireto parte do lucro líquido e faz ajustes, sem organizar os eventos diretamente por entradas e saídas de caixa.
- E)Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
Errada, porque a DMPL evidencia as mutações do patrimônio líquido, como capital, reservas e lucros acumulados, e não o fluxo de caixa.
Gabarito: C
Quando a entidade organiza os eventos contábeis pela entrada e saída de dinheiro em caixa, ela está olhando para o fluxo real do dinheiro, e isso lembra a Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método direto. Nesse método, a empresa mostra as principais classes de recebimentos e pagamentos brutos, como recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, salários e tributos, isto é, o dinheiro que efetivamente entrou e saiu. A lógica é bem intuitiva: você enxerga o caixa “andando” na prática, sem precisar começar pelo lucro e fazer muitos ajustes. Por isso, a descrição do enunciado combina com o método direto, que é o jeito mais próximo da rotina de caixa da empresa. Pela legislação societária, a DFC é obrigatória para várias companhias, nos termos da Lei 6.404/1976, art. 176, com as alterações da Lei 11.638/2007. Na prática de prova, a banca gosta de contrastar método direto e indireto: se a ideia é listar entradas e saídas de caixa, pense em método direto; se a ideia é partir do lucro e ajustar itens sem efeito caixa, pense em método indireto. Então, o gabarito é a letra C porque o enunciado descreve justamente a apresentação dos fluxos de caixa por natureza de recebimento e pagamento, em vez de partir do resultado contábil. É uma questão clássica de associação entre linguagem do enunciado e a forma de apresentação da DFC.