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Contabilidade · FGV · 2024

Questão comentada de Contabilidade

A identificação e segregação entre custos e perdas é necessária, uma vez que as perdas não são atribuídas aos objetos de custos. Os itens a seguir representam exemplos destas perdas, com exceção de um. Assinale-o.

Gabarito: A

Em contabilidade gerencial, a ideia de perda é bem específica: trata-se de um gasto anormal, involuntário ou fora do padrão, que não pode ser apropriado como custo de um produto, serviço ou objeto de custeio. Por isso, a banca gosta de separar custo de perda com cuidado, porque nem tudo que reduz o patrimônio é, tecnicamente, uma perda. As perdas costumam aparecer em fatos como catástrofes, baixas extraordinárias, destruição de ativos, desvalorização por evento incomum e indenizações anormais. Nesses casos, não há relação normal com a produção ou com a atividade rotineira da empresa. A lógica é: se não dá para ligar ao objeto de custo de forma normal, não entra como custo. Já a depreciação de ativos imobilizados não é perda. Ela é a distribuição sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil, conforme o CPC 27. Ou seja, é uma despesa ou custo reconhecido de forma regular e planejada, ligada ao uso do bem, e não um evento anormal e inesperado. Por isso, a alternativa A é a exceção pedida no enunciado: ela descreve um encargo normal da atividade contábil, e não uma perda. A banca FGV costuma cobrar exatamente essa diferença entre gasto normal e evento extraordinário, então vale guardar a ideia-chave: depreciação pode ser custo ou despesa, mas não perda.

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