A Cia. Alfa assinou um contrato de aluguel de dois anos de uma van para realizar o transporte de seus funcionários diariamente. A vida útil da van é estimada em cinco anos. Logo após a assinatura do contrato, a van foi pintada, para ficar com as mesmas cores do logo da sociedade empresária, e recebeu novos bancos, para oferecer mais conforto aos funcionários. A pintura e os bancos novos custaram, respectivamente, R$400 e R$10.000. Em relação à pintura e à troca dos bancos, a sociedade empresária deve contabilizar, anualmente, despesa de amortizações, depreciações e exaustões de
- A)R$80.
Errada, porque R$ 80 ignora quase todo o valor gasto e não corresponde a nenhuma base razoável de apropriação anual.
- B)R$2.000.
Errada, porque R$ 2.000 não considera o custo total da pintura e dos bancos nem o prazo correto de reconhecimento.
- C)R$2.080.
Errada, porque R$ 2.080 resulta de um rateio incompatível com os dados do enunciado.
- D)R$5.000.
Errada, porque R$ 5.000 desconsidera que a pintura também integra o custo a ser apropriado e não divide corretamente o total pelo prazo aplicável.
- E)R$5.200.
Certa, porque a pintura e os bancos somam R$ 10.400 e devem ser apropriados em 2 anos, gerando despesa anual de R$ 5.200.
Gabarito: E
Quando a empresa faz um gasto em bem de terceiro, a primeira pergunta é: isso gera benefício por mais de um período? Se sim, o gasto normalmente vai para o ativo e depois vira despesa aos poucos, por depreciação, amortização ou exaustão, conforme a natureza do item. Aqui, a pintura e os bancos novos aumentam a utilidade da van para a operação da empresa, então não entram como despesa imediata no resultado. Como a van está alugada por 2 anos e a vida útil estimada é de 5 anos, o critério prático é reconhecer o desgaste do investimento pelo menor prazo relevante para a empresa, isto é, o prazo do contrato de aluguel. Não faria sentido distribuir esse custo por 5 anos se a empresa só vai usufruir da van por 2 anos. É a velha lógica contábil: benefício econômico acompanha o tempo de uso. Somando os gastos, temos R$ 400 da pintura e R$ 10.000 dos bancos, totalizando R$ 10.400. Dividindo esse valor por 2 anos, a despesa anual é de R$ 5.200. Por isso o gabarito correto é a alternativa E. Em termos normativos, a ideia é compatível com o regime de competência e com o tratamento de gastos capitalizáveis em ativo imobilizado ou direito de uso, cuja apropriação ao resultado ocorre ao longo da vida útil econômica ou do prazo de utilização, o que for menor. Em prova da FGV, vale desconfiar quando ela mistura contrato curto com vida útil maior para ver se você esquece o prazo do contrato.