Utilizando o método de depreciação linear, suponha agora que um novo equipamento da empresa BAX tenha uma vida útil estimada de 9 anos com um valor residual de 650.000 e uma depreciação anual de $700.000,00 sem considerar efeitos de correção monetária devido à inflação. O valor de compra do equipamento foi de
- A)$6.250.000,00.
Errada, porque 6.250.000 não corresponde à soma do valor depreciável com o valor residual.
- B)$6.300.000,00.
Errada, porque o cálculo da depreciação linear leva a um custo maior do que esse valor.
- C)$6.600.000,00.
Errada, porque esse valor ignora o acréscimo do valor residual ao valor depreciável total.
- D)$6.750.000,00.
Errada, porque ainda fica abaixo do custo de aquisição obtido pela fórmula da depreciação linear.
- E)$6.950.000,00.
Certa, pois o custo é 700.000 x 9 + 650.000 = 6.950.000.
Gabarito: E
Na depreciação linear, a lógica é bem direta: o valor depreciável do bem é dividido igualmente ao longo da vida útil. A fórmula é: depreciação anual = (custo de aquisição - valor residual) / vida útil. Ou seja, você pega quanto o equipamento “perde” de valor no total e reparte pelo número de anos. Sem mistério, sem drama e sem inflação no caminho, como o enunciado pediu. Aqui, a depreciação anual é de 700.000 e a vida útil é de 9 anos. Então o valor depreciável total é 700.000 x 9 = 6.300.000. Esse número representa o custo do equipamento menos o valor residual de 650.000. Agora é só voltar um passo: custo de aquisição = valor depreciável total + valor residual. Logo, 6.300.000 + 650.000 = 6.950.000. Por isso, o preço de compra do equipamento foi de 6.950.000. Esse raciocínio está alinhado com a sistemática contábil da depreciação prevista na prática contábil e na legislação societária, especialmente na Lei nº 6.404/1976, que trata da distribuição sistemática do valor depreciável ao longo da vida útil do ativo. Em prova, a banca costuma trocar a ordem dos dados para ver se você faz a conta sem tropeçar.