A Cia X é controladora integral da Cia Y e da Cia Z. Assinale a opção que traz apenas exemplos de situações independentes de incorporação reversa.
- A)A Cia Y incorpora a Cia Z; a Cia Y incorpora a Cia X.
Errada, porque a Cia Y incorporar a Cia Z não é incorporação reversa, e Y incorporar X seria reversa, mas a alternativa mistura um caso não reverso.
- B)A Cia X incorpora a Cia Y; a Cia X incorpora a Cia Z.
Errada, porque em ambas as hipóteses a controladora X incorpora controladas, o que não caracteriza incorporação reversa.
- C)A Cia Z incorpora a Cia Y; a Cia Z incorpora a Cia X.
Errada, porque Z incorporar Y não é reversa, e Z incorporar X até seria reversa, mas a alternativa não traz apenas exemplos de incorporação reversa.
- D)A Cia Y incorpora a Cia Z; a Cia Z incorpora a Cia Y.
Errada, porque as duas operações são entre controladas, sem incorporação da controladora X, então não são exemplos de incorporação reversa.
- E)A Cia Z incorpora a Cia X; a Cia Y incorpora a Cia X.
Certa, porque nas duas situações a controlada incorpora a controladora: Z incorpora X e Y incorpora X.
Gabarito: E
Incorporação reversa é a situação em que a controlada incorpora a controladora. Na prática, a lógica é meio “ao contrário do senso comum”: a empresa que está abaixo na estrutura societária passa a absorver a que está acima. Isso aparece muito em reestruturações societárias e costuma ser cobrado em Contabilidade com foco em controle e reorganização de grupos. Aqui, a Cia X é controladora integral da Cia Y e da Cia Z. Então, para haver incorporação reversa, Y ou Z pode incorporar X, porque ambas são controladas por X. O ponto central é exatamente esse: a controlada absorve a controladora. A alternativa E traz duas situações independentes de incorporação reversa: a Cia Z incorpora a Cia X e a Cia Y incorpora a Cia X. Em ambos os casos, quem incorpora é a controlada e quem é incorporada é a controladora. Por isso, os dois exemplos estão corretos e são independentes entre si. Esse entendimento é compatível com a lógica societária da Lei 6.404/1976, especialmente as regras sobre incorporação, e com a prática contábil de combinações de negócios, em que a análise do controle é mais importante do que o nome da empresa que “puxa” a operação.