Uma sociedade empresária deseja apurar o custo dos produtos fabricados conforme a produção. Para isso utiliza uma taxa de aplicação de custos indiretos de produção. A taxa de aplicação calculada foi de R$2,00, enquanto a taxa real dos custos indiretos de produção foi de 2,3. A diferença entre as taxas pode ser justificada pelas variações
- A)do preço de venda e do desperdício de material.
Errada, porque preço de venda não interfere na formação da taxa de aplicação dos custos indiretos de produção, e desperdício de material não explica diretamente essa diferença de taxa.
- B)do valor monetário dos custos e do preço de venda.
Errada, porque o preço de venda não compõe a apuração da taxa de custos indiretos, embora o valor monetário dos custos seja um fator relevante.
- C)do volume de produção e do valor monetário dos custos.
Certa, porque a diferença entre taxa aplicada e taxa real pode decorrer de variação no volume de produção e de alteração no valor monetário dos custos indiretos.
- D)da ociosidade das máquinas e do desperdício de material.
Errada, porque ociosidade das máquinas pode afetar a absorção de custos, mas desperdício de material não é a explicação central para a diferença entre as taxas.
- E)do desperdício de material e da produtividade da mão de obra.
Errada, porque desperdício de material e produtividade da mão de obra afetam custos de produção, mas não são as variações clássicas que justificam essa diferença entre taxa aplicada e taxa real.
Gabarito: C
Quando a empresa aplica custos indiretos de produção, ela usa uma taxa predeterminada para ir levando esses gastos para os produtos conforme eles são fabricados. Isso serve para não esperar o fim do mês e fazer tudo de uma vez, como quem prefere pagar o cafezinho aos poucos em vez de receber a conta surpresa no fim. Se a taxa aplicada foi de R$ 2,00 e a taxa real ficou em 2,3, houve diferença entre o que se estimou e o que de fato aconteceu. Em custeio por taxa predeterminada, essa diferença costuma ser explicada por dois grandes grupos de variações: variação de volume de produção e variação do valor monetário dos custos indiretos. Em outras palavras, mudou a quantidade produzida e/ou mudou o preço dos insumos e dos gastos indiretos. A lógica é simples: se a produção real não bate com a produção esperada, a absorção dos custos fixos e a taxa por unidade mudam. E se os custos indiretos reais ficaram mais caros do que o previsto, a taxa real sobe. Por isso, a banca cobra justamente essas duas fontes de desvio. Assim, a alternativa correta é a C, porque a diferença entre taxa aplicada e taxa real pode ser justificada por variações do volume de produção e do valor monetário dos custos indiretos de produção. Esse raciocínio é clássico da Contabilidade de Custos e aparece na doutrina de custeio por absorção com taxa predeterminada.