Em 1º de janeiro de 2023, uma empresa comercial adquiriu uma máquina por R$ 800.000 e estabeleceu uma taxa de depreciação anual de R$ 100.000 ao longo de uma vida útil de oito anos. Durante 2026, a empresa aplicou o teste de recuperabilidade da máquina e concluiu que: (1) a máquina sofreu deterioração permanente de seu valor operacional, e (2) R$ 200.000 é uma estimativa do valor esperado para ser recuperado pelo uso da máquina. O valor justo da máquina é R$ 160.000. Considerando-se as informações apresentadas no balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2026, a máquina deve ser divulgada com um valor contábil de:
- A)R$ 100.000;
Errada, porque R$ 100.000 não corresponde nem ao valor contábil após a depreciação nem ao valor após o teste de recuperabilidade.
- B)R$ 140.000;
Errada, porque R$ 140.000 não decorre dos dados do enunciado e mistura indevidamente depreciação com impairment.
- C)R$ 160.000;
Errada, porque R$ 160.000 é o valor justo, mas o valor recuperável é o maior entre valor justo e valor em uso.
- D)R$ 200.000;
Certa, porque o valor contábil de R$ 400.000 deve ser reduzido para o valor recuperável de R$ 200.000.
- E)R$ 400.000.
Errada, porque R$ 400.000 era o valor contábil antes do teste, mas depois do impairment ele deve ser ajustado.
Gabarito: D
Aqui a conta tem dois passos bem clássicos: primeiro, você apura o valor contábil antes do teste de recuperabilidade; depois, compara com o valor recuperável. A máquina custou R$ 800.000 e de 2023 até 2026 sofreu 4 depreciações anuais de R$ 100.000, então o valor contábil antes do impairment era R$ 400.000. No teste de recuperabilidade, a regra é olhar o maior entre o valor em uso e o valor justo líquido de despesas de venda. Como o enunciado informa R$ 200.000 como estimativa do valor esperado de recuperação pelo uso e R$ 160.000 como valor justo, o valor recuperável fica em R$ 200.000. Isso segue a lógica do CPC 01 (R1), alinhado ao IAS 36. Como o valor contábil anterior era R$ 400.000 e o valor recuperável é R$ 200.000, a empresa deve reconhecer perda por impairment de R$ 200.000, baixando o ativo para R$ 200.000 no balanço de 31/12/2026. Em linguagem de prova: o ativo não pode ficar acima do que ele consegue recuperar. Por isso, o gabarito é a alternativa D. A FGV gosta desse raciocínio em duas etapas: primeiro depreciação, depois teste de recuperabilidade com escolha do maior valor recuperável. Sem drama, mas com conta correta.