Para aumentar a consistência e a comparabilidade nas mensurações do valor justo e nas divulgações correspondentes, o Pronunciamento Técnico CPC 46- Mensuração do Valor Justo, estabelece uma hierarquia de valor justo que classifica em três níveis as informações (inputs) aplicadas nas técnicas de avaliação utilizadas na mensuração do valor justo. Relacione as informações aplicadas nas técnicas de avaliação utilizadas na mensuração do valor justo com os respectivos níveis: 1. Nível 1 2. Nível 2 3. Nível 3 ( ) Dados não observáveis para o ativo ou passivo. ( ) Informações que são observáveis para o ativo ou passivo, seja direta ou indiretamente. ( ) Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos a que a entidade possa ter acesso na data de mensuração. Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.
- A)1 – 2 – 3.
Errada, porque troca a posição dos níveis observáveis e não observáveis na hierarquia do CPC 46.
- B)1 – 3 – 2.
Errada, pois coloca o input observável no nível 3 e o não observável no nível 2, invertendo a lógica da norma.
- C)2 – 1 – 3.
Errada, porque desloca o preço cotado de mercado ativo, que é nível 1, para a última posição.
- D)3 – 1 – 2.
Errada, já que atribui o dado não observável ao nível 3 corretamente, mas erra os demais níveis.
- E)3 – 2 – 1.
Certa, porque a sequência correta é nível 3 para dados não observáveis, nível 2 para inputs observáveis e nível 1 para preços cotados em mercado ativo de ativo ou passivo idêntico.
Gabarito: E
O CPC 46 organiza os inputs do valor justo em uma hierarquia de três níveis para dar mais consistência e comparabilidade às mensurações. A lógica é simples: quanto mais observável e “de mercado” for a informação, mais confiável ela tende a ser. Quanto mais a entidade precisar usar estimativas próprias, mais perto ela fica do nível 3. No nível 1, entram os preços cotados, sem ajuste, em mercado ativo para ativos ou passivos idênticos, com acesso na data da mensuração. Esse é o dado mais forte, porque vem direto do mercado, sem maquiagem. No nível 2, ficam os inputs observáveis, direta ou indiretamente, mas que não são exatamente preços cotados do item idêntico. Já o nível 3 reúne os dados não observáveis, usados quando o mercado não fornece informação suficiente e a entidade precisa recorrer a premissas próprias. Por isso, na ordem apresentada no enunciado, temos: dados não observáveis = nível 3; informações observáveis direta ou indiretamente = nível 2; preços cotados não ajustados em mercado ativo para itens idênticos = nível 1. Resultado: 3 - 2 - 1, que corresponde ao gabarito E. A base conceitual está no CPC 46, alinhado ao IFRS 13.