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Contabilidade · FGV · 2023

Questão comentada de Contabilidade

A perda por desvalorização (impairment) de um ágio gerado a partir de uma combinação de negócios deve ser alocada para reduzir o valor contábil dos ativos. Uma dessas regras diz respeito à perda por impairment e estabelece que:

Gabarito: E

No teste de recuperabilidade, a lógica é simples: primeiro você olha o ativo individualmente. Se ele já apresenta indício de perda e dá para estimar seu valor recuperável, a entidade reconhece a perda daquele ativo antes de sair espalhando o prejuízo pela unidade geradora de caixa. Isso evita misturar tudo e esconder a desvalorização onde ela já apareceu com clareza. Essa é a ideia das normas do CPC 01 (R1), alinhadas ao IAS 36. Quando o ativo faz parte de uma unidade geradora de caixa e o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) também está alocado ali, o goodwill não fica “protegido” para sempre. Mas ele só entra na dança depois que os ativos da unidade que podem ser testados individualmente já foram analisados e ajustados, se for o caso. Primeiro o foco vai no ativo que já sinalizou perda; só depois se testa a unidade como um todo. Por isso, a alternativa E está correta: se um ativo dentro da unidade indicar redução ao valor recuperável, a entidade deve testar primeiro esse ativo e reconhecer a perda correspondente, antes de realizar o teste na unidade geradora de caixa que contém o ágio. É a ordem lógica do CPC 01 (R1): teste individual, depois teste da UGC, e o goodwill entra como “último da fila”. Essa sequência evita dupla contagem e impede que o prejuízo fique diluído indevidamente na unidade. Em prova, sempre desconfie de alternativas que tentam inverter a ordem dos testes ou que dizem que não precisa fazer nada quando há dificuldade de mensuração individual.

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