Em janeiro de X0, uma entidade vendeu 1.000 unidades do produto X, por R$50 cada. O custo de cada unidade foi de R$20. Além disso, a entidade pagava a seus vendedores uma comissão de 20% sobre o preço de venda. Ainda, a entidade incorreu em despesas operacionais no valor de R$5.000. Assinale a opção que indica a receita bruta da entidade, em janeiro de X0.
- A)R$20.000.
Errada, porque R$ 20.000 ignora parte das vendas e parece confundir receita com algum valor líquido ou parcial.
- B)R$25.000.
Errada, porque R$ 25.000 não corresponde ao faturamento bruto de 1.000 unidades a R$ 50 cada.
- C)R$30.000.
Errada, porque R$ 30.000 não resulta da multiplicação quantidade x preço e provavelmente mistura algum abatimento indevido.
- D)R$40.000.
Errada, porque R$ 40.000 ainda está abaixo da receita bruta total das vendas realizadas.
- E)R$50.000.
Certa, porque a receita bruta é 1.000 x R$ 50 = R$ 50.000, sem descontar custos e despesas.
Gabarito: E
Receita bruta, em regra, é o valor total das vendas antes de qualquer desconto de despesas, custos ou comissões. Aqui, a entidade vendeu 1.000 unidades por R$ 50 cada, então basta multiplicar: 1.000 x 50 = R$ 50.000. Esse é o valor da receita bruta de janeiro de X0. Repare que o custo do produto (R$ 20 por unidade), a comissão dos vendedores (20% sobre o preço de venda) e as despesas operacionais de R$ 5.000 não reduzem a receita bruta. Esses valores entram depois, na apuração do resultado, como custos e despesas, mas não mudam o faturamento bruto. A lógica está alinhada com a estrutura da DRE prevista na Lei 6.404/1976, especialmente no art. 187, que separa receita bruta de deduções, custos e despesas. Em outras palavras: primeiro você identifica quanto entrou com a venda; só depois olha o que saiu para transformar essa venda em lucro ou prejuízo. Por isso, o gabarito é a letra E. A banca gosta muito de misturar receita com resultado final para testar se você sabe a diferença entre faturamento e lucro. Aqui, a conta é direta e sem truques.